terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal


Conforme já registrei neste espaço, alheio à profissão da fé cristã, ou de qualquer outra, permito-me experimentar as festas natalinas apenas na dimensão cultural e social comum a tantos povos do mundo ocidental.


Sequer o espírito de renascimento — aliás contido em meu nome de batismo — posso extrair da ocasião, pois isso pressuporia cultivar uma esperança que há muito abandonei.


Em especial aos que crêem e conservam a esperança, entrementes, o Blog do Braga da Rocha deseja um bom Natal.




Tiziano, La Vierge et l'Enfant avec Sainte Catherine (c. 1525-1530)





terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Comissão Herzog conclui pelo assassínio de JK (II)






Comissão Herzog conclui pelo assassínio de JK (I)






segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dois anos da edição da Lei de Acesso a Informações


domingo, 10 de novembro de 2013

Responsabilização por graves violações de direitos humanos na ditadura




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A América e o Mundo




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Folguedos de anciã


Hoje Magali me despertou com pancadinhas do focinho úmido contra meu nariz, como fazia quando era ainda filhote.

Depois perambulou pelo meu leito — o que sabe, desde há muito, não lhe ser permitido — e acabou por se enroscar ao pé da cama, de volta a um sono profundo, não sem antes ter tomado com avidez o saboroso desjejum que eu lhe oferecera, à base de atum e cordeiro.

Há dias, para minha surpresa, havia brincado com bolinhas de papel e outros joguetes.

Já provecta e naqueles que podem ser seus últimos dias de vida, pois padece de um tumor incurável na região inguinal, Magali pareceu-me, nesses instantes, tornar alegremente aos tempos de criança.




Magali, prestes a completar 13 anos de idade




sábado, 12 de outubro de 2013

sábado, 5 de outubro de 2013

Contam-se os anos: hoje, 35


Há 5 anos no velho Blog do Braga da Rocha, então hospedado no portal UOL, fiz publicar o post que se encontra reproduzido em imagem logo a seguir, com desalentados versos da 'Canção do Novo Mundo', de Beto Guedes.







Leia-se também:




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Em extinção por lá, vicejando por cá




terça-feira, 24 de setembro de 2013

"Gilmar Mendes no STF é a degradação do Judiciário", dissera Dallari




domingo, 22 de setembro de 2013

Sobrou para o Ulysses, por Barbara Gancia




quinta-feira, 19 de setembro de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Passado o outono...




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mais um disparate do ministro-quotista





O que escrevi há aproximadamente um ano, a respeito de episódios que envolveram a deplorável figura de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal, parece-me que segue inteiramente pertinente a todo o imbróglio que teve ontem, 15 ago., novo e deplorável capítulo em sessão de julgamento daquela corte judiciária.

Nada mais tenho a dizer.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Capas da semana


É preciso dizer algo?

Ou, conforme escreveu o autor da foto, publicada em rede social:
"Quando uma imagem vale..."







segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Retorno à via do ensino técnico





quarta-feira, 31 de julho de 2013

Recesso


Blog em recesso longissimus tempus, em razão de dificuldades técnicas.
Tornará em breve. 






terça-feira, 18 de junho de 2013

O que vejo neste outono


Confiro pela televisão imagens registradas, ontem, Brasil afora.

Vejo milhares de cidadãos a manifestar, legitimamente, sua inconformidade com o status quo, tal como aconteceu nos movimentos 'Diretas Já' e 'Fora Collor', há, respectivamente, trinta e vinte anos passados.

Com eles comungo da indignação por muitas das mazelas que há tempos e continuamente desgraçam a sociedade brasileira, da falta de educação, saúde e transporte dignos à endêmica corrupção que assola o Estado em suas mais diversas órbitas e instâncias de governo, passando pelas relações historicamente promíscuas entre poder político e poder econômico.


Vejo também, todavia, uma horda de criminosos a tentar invadir palácios de governo e a vandalizar prédios públicos, muitos dos quais de notável valor histórico; a destruir lojas e agências bancárias, além de valiosas peças do mobiliário urbano; a pichar, danificar e incendiar ônibus, viaturas oficiais e veículos particulares.

A polícia, acuada e agredida, não pode reagir à altura, uma vez que impedida — graças a uma inusitada convenção, que se estabeleceu — de valer-se sequer das ditas 'armas não letais', apropriadas justamente para o fim de conter multidões fora de controle.

Nem se fale dos transtornos à vida dos habitantes das cidades, privados por horas a fio da liberdade de locomoção — seja para tornar ao recesso do lar e gozar do sagrado direito ao repouso noturno, seja para buscar um atendimento médico de emergência que se faça
 eventualmente necessário — e da paz urbana que se espera garantida pelo Estado.

Leio comentários de colegas, muitos dos quais respeitáveis intelectuais, e vejo que todos aplaudem em uníssono o movimento, fazendo tabula rasa da criminalidade que a ele se agrega. Sugerem que se cuida a prática de ilícitos em profusão de um efeito colateral inevitável e aceitável do exercício da democracia, o que está longe de representar a verdade, conforme impõe o Estado de Direito e mostra a própria experiência brasileira das décadas passadas.

Estarei eu a divisar espectros onde tantos à minha volta vêem apenas o movimento de mudança e aperfeiçoamento da democracia, em ambiente de plenitude das liberdades civis? Fica a dúvida, que talvez possa ser respondida quando, amanhã — passado o ímpeto da turba indômita, que sai às ruas por causas que intui mas sequer consegue propriamente enunciar —, restar apenas o saldo da incivilidade e da barbárie que nos vitima a todos.

Pode ser, por outro lado, que — como crêem muitos, entre os quais não me incluo — represente esse movimento o marco de uma nova era no País.

Seja como for, estamos a começar mal esses supostos ou pretensos, e incertos, novos tempos. 








domingo, 16 de junho de 2013

Ensaios 2008, por Filipa Pato


Abri quase que por impulso, no último fim de semana, uma garrafa do português Ensaios FP, tinto, safra 2008, de Filipa Pato, que mantinha há algum tempo em minha adega.

Temi de início ter decidido consumi-lo ainda um tanto jovem, ou não maduro o bastante, mas os primeiros instantes de contacto visual e olfativo foram suficientes para perceber que ele já estava pronto a se oferecer, em plenitude, à degustação.

O Ensaios FP 2008, vinho regional de Beiras elaborado com castas touriga nacional, alfrocheiro preto e baga, tem coloração escura e opaca, mas intensa, próxima do violeta.

O bouquet se compõe de aromas discretos, mas nem por isso menos ativos ou marcantes, com destaque para aqueles que lembram frutas silvestres.

Ao paladar, o Ensaios revela-se bastante robusto e encorpado, mostrando por inteiro o extraordinário caráter resultante da afinada combinação de touriga e baga. Com estrutura relativamente complexa e peso sensível, apresenta textura aveludada e taninos equilibrados. Tornam as notas de frutas silvestres, combinadas com uma sutil lembrança de madeira. O retrogosto faz-se agradável e persistente.

O rótulo é bastante completo, pois traz, além dos dados convencionais, boas informações a respeito do terroir cuidadosamente escolhido para a produção desse vinho pela jovem engenheira química Filipa Pato, herdeira de Luis Pato, conhecido produtor de vinhos da Bairrada.

A relação entre custo e benefício, por fim, parece-me muito boa. Em consulta a sítios eletrônicos de distribuidores e revendedores locais, dou-me conta de que o preço da garrafa, no Brasil, fica entre 25 e 40 dólares.







sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Ei, polícia, vinagre é uma delícia!"






Que aqui também se registre :

Vinagre é lícito. Paus, pedras e rojões contra terceiros, não. Spray para vandalizar prédios, veículos, mobiliário urbano e obras de arte, também não.




quinta-feira, 6 de junho de 2013

J. J. Gomes Canotilho agraciado com título de doutor 'honoris causa' pela UFMG


Vejam-se detalhes a respeito desse importante acontecimento acadêmico — bem como da respectiva solenidade de conferição do título, a se realizar na noite deste 6 de junho — em matéria publicada no Boletim UFMG, por meio do atalho infra.




Prof. Dr. José Joaquim Gomes Canotilho



quinta-feira, 16 de maio de 2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dolo, temeridade e inépcia incompatíveis com o Estado de Direito


O País acompanhou pela televisão no último domingo, entre surpreso e estarrecido, imagens de perseguição policial aérea a um grupo de suspeitos de tráfico de entorpecentes, ocorrida há cerca de um ano, em um subúrbio carente do Rio de Janeiro.

As imagens falam por si e deixam claro, estreme de quaisquer dúvidas, mesmo a um pouco atento observador, que o objetivo da ação policial passava inteiramente ao largo de monitorar, acompanhar e encalçar supostos criminosos, impedindo-lhes a fuga.

O uso de fogo cerrado, com armas de grosso calibre, a partir de um helicóptero contra um automóvel que circulava por vias públicas de um bairro periférico, desacompanhado de qualquer ação convencional por terra, denota a inequívoca intenção — vale dizer, em sentido jurídico, o específico dolo — de lograr a eliminação física dos ocupantes do veículo, ainda que a dano de terceiros que acaso se encontrassem nas imediações do tiroteio.

Como de sobejo se sabe, defendo tratamento duro e intransigente com a criminalidade, qualquer seja ela, dos traficantes de drogas homiziados em morros miseráveis aos corruptos instalados em suntuosos palácios de tribunais ou de governo.

As cenas a que assisti pela televisão, todavia, pareceram-me — peço vênia aos especialistas na matéria que, por al, possam divergir de minhas impressões — muito mais o enredo de uma execução sumária, praticada, ademais de forma arbitrária e antijurídica, com notáveis irresponsabilidade, amadorismo e temeridade.

Não se pode admitir, em uma sociedade civilizada, que a polícia se converta em orgão julgador de crimes e executor de sanções penais, nomeadamente a pena capital.

No Estado de Direito, policial investiga e prende, promotor fiscaliza e acusa, juiz conduz o devido processo legal e julga; e o sistema penitenciário, por sua vez, se encarrega de dar cumprimento à pena aplicada nos temos da lei.

Não pode ser diferente, mesmo diante da calamitosa crise de segurança pública que o País há muito experimenta. A imperiosa necessidade de combater o crime não pode dar azo a um Estado de exceção, ao arbítrio determinado pelo uso da força.

Mas, ainda que se pudesse reputar legítima aquela operação da polícia do Rio de Janeiro, em si considerada, não se pode igualmente admitir que uma ação policial ponha em grave e iminente risco a vida de inocentes transeuntes e moradores recolhidos às suas casas — todos, tanto quanto os suspeitos, em mesma medida sujeitos a ser atingidos mortalmente por algum projetil balístico das saraivadas de disparos desferidas, de forma açodada e inconseqüente, por agentes do Estado a bordo de uma aeronave.


Por isso é que, a meu modesto juízo, aquela operação policial — ainda que aparentemente exitosa, por ter logrado deter a fuga de supostos criminosos — não pode merecer o aplauso, senão, antes, o repúdio, de uma sociedade pautada tanto pelo Direito como pelas mais elementares regras da razão e do bom senso.




Reprodução de imagens exibidas pela Rede Globo


quinta-feira, 14 de março de 2013

O poeta, por Castro Alves


Poeta


Poeta, às horas mortas que o cálice azulado
— Da etérea flor — a noite — debruça-se p'ra o mar,
E a pálida sonâmbula, cumprindo o eterno fado,
As gazas transparentes espalha do luar,


Eu vi-te ao clarão, trêmulo dos astros lá n'altura
Pela janela aberta às virações azuis,
— A amante sobre o peito sedento de ternura,
A mente no infinito sedenta só de luz.


Perto do candelabro teu Lamartine terno
À tua espera abria as folhas de cetim;
Mas tu lias no livro, onde escrevera o Eterno
Letras — que são estrelas — no céu — folha sem fim


Cismavas... de astro em astro teu pensamento errava
Rasgando o reposteiro da seda azul dos céus:
E teu ouvido atento... em êxtase escutava
Nas virações da noite o respirar de Deus.


O oceano de tua alma, do crânio transbordando,
Enchia a natureza de sentimento e amor,
As noites eram ninhos de amantes s'ocultando,
O monte — um braço erguido em busca do Senhor.


Nas selvas, nas neblinas o olhar visionário
Via s'erguer fantasmas aqui... ali... além,
P'ra ti era o cipreste — o dedo mortuário
Com que o sepulcro aponta no espaço ao longe... alguém


No cedro pensativo, que a sós no descampado
Geme e goteja orvalhos ao sopro do tufão,
Vias um triste velho — sozinho, desprezado
Molhando a barba em prantos co'a fronte para o chão.


Aqui — ondina louca — vogavas sobre os mares —
Ali — silfo ligeiro — na murta ias dormir,
Anjo — de algum cometa, que vaga pelos ares,
Na cabeleira fúlgida brincavas a sorrir.


Sublime panteísta, que amor em ti resumes,
Sentes a alma de Deus na criação brilhar!
Perfume — tu subias, de um anjo entre os perfumes,
Ave do céu — nas nuvens teu ninho ias buscar.


Canta, poeta, os hinos, com que o silêncio acordas,
A natureza — é uma harpa presa nas mãos de Deus.
O mundo passa... e mira o brilho dessas cordas...
E o hino?... O hino apenas chega aos ouvidos teus.


Todo o universo é um templo — o céu a cúpula imensa,
Os astros — lampas de ouro no espaço a cintilar,
A ventania — é o órgão que enche a nave extensa,
Tu és o sacerdote da terra — imenso altar.
 



Castro Alves


 

A poesia, na prosa de Vinicius de Moraes


Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade. Eu mesmo, em artigos e críticas que já vão longe, não me pude furtar à vaidade de fazer os meus mots de finesse em causa própria - coisa que hoje me parece senão irresponsável, pelo menos bastante literária.

Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos para - sob a orientação de um construtor que por sua vez segue os cálculos de um engenheiro obediente ao projeto de um arquiteto - levantar uma casa. Um monte de tijolos é um monte de tijolos. Não existe nele beleza específica. Mas uma casa pode ser bela, se o projeto de um bom arquiteto tiver a estruturá-lo os cálculos de um bom engenheiro e a vigilância de um bom construtor no sentido do bom acabamento, por um bom operário, do trabalho em execução.
 

Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a de verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.
 

O material do poeta é a vida, dissemos. Por isso me parece que a poesia é a mais humilde das artes. E, como tal, a mais heróica, pois essa circunstância determina que o poeta constitua a lenha preferida para a lareira do alheio, embora o que se mostre de saída às visitas seja o quadro em cima dela, ou a escultura no saguão, ou o último long-playing em alta- fidelidade, ou a própria casa se ela for obra de um arquiteto de nome. E eu vos direi o porquê dessa atitude, de vez que não há nisso nenhum mistério, nem qualquer demérito para a poesia. É que a vida é para todos um fato cotidiano. Ela o é pela dinâmica mesma de suas contradições, pelo equilíbrio mesmo de seus pólos contrários. O homem não poderia viver sob o sentimento permanente dessas contradições e desses contrários, que procura constantemente esquecer para poder mover a máquina do mundo, da qual é o único criador e obreiro, e para não perder a sua razão de ser dentro de uma natureza em que constitui ao mesmo tempo a nota mais bela e mais desarmônica. Ou melhor: para não perder a razão tout court.
 

Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Não viva ele assim, e transformar-se á certamente, dentro de um mundo em carne viva, num jardinista, num floricultor de espécimes que, por mais belos sejam, pertencem antes a estufas que ao homem que vive nas ruas e nas casas. Isto é: pelo menos para mim. E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à história, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta é, ai dele, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente, um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, e um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.
 

Diz-se que o poeta é um criador, ou melhor, um estruturador de línguas e, sendo assim, de civilizações. Homero, Virgílio, Dante, Chaucer, Shakespeare, Camões, os poetas anônimos do Cantar de Mío Cid vivem à base dessas afirmações. Pode ser. Mas para o burguês comum a poesia não é coisa que se possa trocar usualmente por dinheiro, pendurar na parede como um quadro, colocar num jardim como uma escultura, pôr num toca-discos como uma sinfonia, transportar para a tela como um conto, uma novela ou um romance, nem encenar, como um roteiro cinematográfico, um balé ou uma peça de teatro. Modigliani - que se fosse vivo seria multimilionário como Picasso - podia, na época em que morria de fome, trocar uma tela por um prato de comida: muitos artistas plásticos o fizeram antes e depois dele. Mas eu acho difícil que um poeta possa jamais conseguir o seu filé em troca de um soneto ou uma balada. Por isso me parece que a maior beleza dessa arte modesta e heróica seja a sua aparente inutilidade. Isso dá ao verdadeiro poeta forças para jamais se comprometer com os donos da vida. Seu único patrão é a própria vida: a vida dos homens em sua longa luta contra a natureza e contra si mesmos para se realizarem em amor e tranqüilidade. 


 Vinicius de Moraes



quarta-feira, 13 de março de 2013

Cartão de pagamento: boa prática reconhecida internacionalmente


Àqueles que costumam dirigir críticas infundadas, irresponsáveis, levianas e sem conhecimento de causa ao uso do cartão de pagamento por órgãos governamentais — esse importante instrumento de realização de despesas, de forma segura e transparente, pela Administração Pública
brasileira — eis, agora, o aval das Nações Unidas.







segunda-feira, 11 de março de 2013

A OAB em defesa da cidadania


Merece aplauso a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, nas raras vezes em que atua para além dos limites da mesquinhez corporativista.






sexta-feira, 8 de março de 2013

Os surtos do ministro-quotista, por Nirlando Beirão






A respeito da mais recente demonstração de falta de educação e compostura do ministro-quotista Joaquim Barbosa, do STF recém-convertido pelos mass media, ao mesmo tempo, em astro popular e em serviçal do conservadorismo de direita no País —, escreve o jornalista Nirlando Beirão:

Tem gente aí dizendo que Joaquim Barbosa, o condestável do Mensalão, surtou de vez.
Vocês se lembram: valendo-se da condição do presidente do Supremo, ele passou o julgamento soltando baforadas de ódio não só contra os acusados. E contra seus colegas de bancada, também.

Agora, o homem anda insultando jornalistas. Sem mais nem menos, chamou um deles de “palhaço” e mandou-o “chafurdar no lixo”.

O mais surpreendente é que a vítima dos impropérios milita num dos veículos que fizeram do implacável Barbosa um herói da República: o Estadão.
O surto de Barbosa não é loucura passageira de um jurista que, de repente, ganha status de celebridade da revista Caras, sobraçando uma namoradinha quase teen e que sai por aí esperneando – “invasão de privacidade”.

Joaquim Barbosa sempre adorou um holofote. O surto é uma estratégia minuciosamente estudada. Elevar-se acima da imprensa que tanto o incensou, simulando isenção, independencia e imparcialidade.


Para quem conheceu Jânio Quadros e seu método de falsa loucura, Joaquim Barbosa não está inovando nem um pouco.


Jânio só faltava espancar os jornalistas. Xingava-os de cães, de abutres, coisas assim. Claro que no dia seguinte uma gordurosa legião de jornalistas se postava à sua porta para registrar os impropérios do dia.


Assim, Janio, showman de talento, não saia das manchetes. A imprensa engolia a isca.


Joaquim Barbosa também está se mostrando um espertalhão. Vai ter cobertura cativa daqueles repórteres a quem eles irá desacatar. Mas não tem o mesmo talento cénico de um Janio Quadros.


(Nunca é demais lembrar que muita gente também não tem os jornalistas em alta estima. O potencial residual de rejeição da imprensa é um achado eleitoral para os oportunistas marotos).


Joaquim Barbosa foi aplaudido de pé num festival de música de Trancoso, segundo noticiou o jornalista-torcedor Elio Gaspari – que está convencido de que Joaquim Barbosa é o Barack Obama do Brasil.


Ser aplaudido em Trancoso é como ser aplaudido num daqueles botequins udenistas do Leblon ou num restaurante tucano de Higienópolis.


Empavonado em suas togas agourentas, Joaquim Barbosa tem ambições. De alma autoritária, quer se passar por ombudsman da democracia.


Falta combinar com o povo.

 (publicação original disponível por meio de atalho contido na imagem supra)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Vai-se mais um pobre diabo



quarta-feira, 6 de março de 2013

"¿Por qué no te callas?"









segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A ditadura herediária a caminho do fim?







sábado, 16 de fevereiro de 2013

Gabeira repete: "Se entrega, Corisco!"



Vejam-se o libelo e a exortação que torna a fazer o irrepreensível Fernando Gabeira ao celerado Renan Calheiros, eventual ocupante da cadeira de presidente do Senado Federal, por meio dos atalhos infra.