Assisti na noite de ontem, uma vez mais, à apresentação do músico Leo Barreto — freqüentador do circuito compreendido entre a Capital mineira e a Região dos Lagos, no litoral fluminense — no simpático e 'descolado' Choppeto, no bairro Floresta, em Belo Horizonte.
Barreto é um músico refinado e versátil, que transita com absoluta naturalidade e singular destreza entre o blues, o rock, o pop e a MPB. Ontem, como noutras oportunidades, ofereceu aos ouvintes música de alta qualidade em interpretações impecáveis, com arranjos vocais e instrumentais bastante fiéis aos originais, distanciando-se dos vezos demasiado virtuosistas ou autorais sem, todavia, resvalar para o mero pastiche.
A noite terminou com as sucessivas 'canjas' de Flávio Luís, homem da música e do direito que tive o prazer de conhecer e ouvir, e de Fabiano Nascimento, em curta temporada por cá, prestes que se encontra a tornar aos palcos europeus a partir de Knokke-Heist, Bélgica, onde vive.
A Roberto Auad, artífice-mor desses felizes encontros, meu agradecimento.
Leo Barreto

