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quarta-feira, 14 de março de 2012

'Happy hour' com Leo Barreto e amigos no Choppeto



Assisti na noite de ontem, uma vez mais, à apresentação do músico Leo Barreto — freqüentador do circuito compreendido entre a Capital mineira e a Região dos Lagos, no litoral fluminense — no simpático e 'descolado' Choppeto, no bairro Floresta, em Belo Horizonte.


Barreto é um músico refinado e versátil, que transita com absoluta naturalidade e singular destreza entre o blues, o rock, o pop e a MPB. Ontem, como noutras oportunidades, ofereceu aos ouvintes música de alta qualidade em interpretações impecáveis, com arranjos vocais e instrumentais bastante fiéis aos originais, distanciando-se dos vezos demasiado virtuosistas ou autorais sem, todavia, resvalar para o mero pastiche.


A noite terminou com as sucessivas 'canjas' de Flávio Luís, homem da música e do direito que tive o prazer de conhecer e ouvir, e de Fabiano Nascimento, em curta temporada por cá, prestes que se encontra a tornar aos palcos europeus a partir de Knokke-Heist, Bélgica, onde vive.


A Roberto Auad, artífice-mor desses felizes encontros, meu agradecimento.




Leo Barreto



domingo, 27 de novembro de 2011

Um Choppeto no 'happy hour'


Tornei neste fim de semana ao Choppeto, bar ao que parece há não muito em funcionamento na av. Contorno, n. 1.916, quase esquina com av. Assis Chateuabriand, no bairro Floresta, em Belo Horizonte.


Nesta como noutra oportunidade, meu cicerone foi o vizinho e habitué da taberna Roberto Auad — homem do Direito tanto quanto da política e da boêmia —, dileto amigo com quem ultimamente tenho tido o prazer de tornar a conviver, passados mais de vinte anos dos tempos em que freqüentávamos os bancos da Casa de Afonso Pena.

Minha segunda visita ao Choppeto — desta feita no início da noite, uma vez que o funcionamento da casa não avança muito pela madrugada — confirmou algumas das impressões que eu inicialmente tivera e me trouxe novas, umas altamente positivas, outras nem tanto.

A primeira, mais marcante e mais favorável delas diz respeito à atmosfera simples e informal, mas agradavelmente acolhedora, que convida o apreciador de bons botecos a se sentir em casa e se animar na prosa com os amigos.

Junte-se a isso uma natural simpatia e cordialidade na forma de receber e atender, o que em mim desperta, incontinenti, o desejo de tornar outras vezes ao local.

Contribui para tanto também um cardápio com boas opções, entre petiscos vários, de suculentos espetos preparados na brasa, bem servidos e a preços honestos. Experimentei e aprovei tanto a mozzarella quanto as mini-salsichas e o fillet envolto em bacon. 

O menu musical, segundo soube disponível apenas em algumas noites da semana, constitui outro ponto alto da casa. Assisti à apresentação do músico Leo Barreto, cuja versatilidade permite que se ouça diversos gêneros de bom gosto — tais como rock, pop e MPB — com a mesma qualidade de melodia e fidelidade aos arranjos originais. A atração musical, por si, justifica a visita ao lugar.

É bem verdade que, uma vez lotada a casa — seja em razão da música, seja pelos demais atrativos —, alguns inconvenientes se fazem logo sentir. 

O natural ruído ambiental conduz a uma elevação do volume do som a níveis algo desconfortáveis, tornando impossível, sobretudo na área interna, manter a conversação em tom civilizado.  

A equipe de atendimento, por sua vez, parece insuficiente em número e, por mais boa vontade que revele, não se mostra capaz de servir com presteza e eficiência. 

Em qualquer circunstância, a oferta de bebidas é limitada. Há coquetéis aparentemente bastante pedidos pela clientela, como a caipirinha, mas, para a grande maioria dos freqüentadores, que bebe cerveja, simplesmente não há escolha: são oferecidas apenas duas sofríveis marcas de pilsen comum, ambas igualmente insossas e destinadas a agradar tão-somente a paladares menos exigentes. Nem sinal das pilsen extra e premium, muito menos das cervejas escuras, de um lado, ou das weiss, de outro. E ao contrário do que sugere o nome, também não há chope como pièce de résistence do bar. 

Por fim, além de não haver uma política clara e um modo bem organizado de registro de consumo — se por mesa ou por notas individuais de despesa —, o estabelecimento só recebe dinheiro ou cheque, deixando em 'palpos de aranha' aqueles renitentes e desprevenidos, como eu, usuários preferenciais de meios eletrônicos de pagamento.

Mas mesmo essa última limitação se contornara, quando de minha primeira visita, com a simpatia e a cordialidade a que há pouco me referi: sem dispor de suficiente dinheiro em espécie, acabei por combinar com o proprietário da casa de simplesmente pagar depois, lastreado, naturalmente, no poderoso aval de meu bom amigo Auad.

Assim, entre consideráveis atrativos e uns pequenos inconvenientes, todos facilmente corrigíveis pela administração, consigno aqui a recomendação, que tenho feito aos amigos, de usufruir no Choppeto de um agradável happy hour.