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sábado, 1 de setembro de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O IDEC e a 'Lei Geral da Copa'



O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC está a promover campanha intitulada Fifa Abaixa a Bola!, por meio da qual se busca mobilizar a sociedade para reclamar aos membros do Congresso Nacional "apoio a todos os torcedores brasileiros que querem desfrutar de uma Copa do Mundo memorável no Brasil, mas não sob a condição de que as nossas leis sejam sumariamente desrespeitadas em benefício da Fifa."


Considerando que, segundo o IDEC, a votação do projeto da dita 'Lei Geral da Copa' pela comissão especial respectiva encontra-se marcada para o início desta semana, creio que se deva, prontamente, intensificar a mobilização.


Atalho infra.







Adendo:

Tenho a realização da Copa do Mundo de futebol por uma temeridade administrativa e uma irresponsabilidade política, num país, como o Brasil, em que faltam da cultura à infra-estrutura necessárias a um projeto de tal magnitude. Mas, se a esta altura inevitável o evento, que não se subverta, para isso, o ordenamento jurídico nacional.



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Renault Duster: um SUV que quase convence, mas que não impressiona


Interessado em trocar meu pequeno sport utility
, dirigi-me dia desses a uma concessionária a fim de conhecer o novo Renault Duster, recente lançamento da marca francesa destinado a concorrer no segmento do mercado brasileiro hoje sob o domínio absoluto do Ford EcoSport.
Segundo as impressões que pude colher no show room da loja, o carro, se não decepciona inteiramente, está longe de causar empolgação.

Com um design que apresenta ares de um legítimo sport utility vehicle - SUV e transmite a idéia de força e robustez típica dos produtos oriundos do Leste Europeu — trata-se, afinal, de projeto originalmente desenvolvido pela fabricante romena Dacia, que integra o grupo Renault —, o carro tem porte imponente e conta com razoável espaço interno para até 5 pessoas, além de generoso porta-malas com capacidade superior a 400 litros. Entre as opções de motorização, a Renault oferece seu eficiente propulsor de 2.0 litros de capacidade cúbica e 142 cavalos de potência máxima, já testado e aprovado no mercado brasileiro.
Se as virtudes gerais são evidentes e inequívocas, não menos expressivos são os graves defeitos pontuais que apresenta o Duster, todos eles perfeitamente evitáveis, assim quisesse a Renault. 

No exterior sobressaem os apliques cromados, usados de forma abusiva e destoante da proposta do veículo, um modesto e austero utilitário.  

O acabamento do interior, por outro lado, é pobre para um carro que chega a custar em torno de R$ 70 mil. A forração é de extrema simplicidade e se misturam nos painéis frontal e das portas, bem como no console central, variados tipos e texturas de plásticos rígidos que, além de produzir certa confusão e poluição visual, são pouco agradáveis ao tato e comunicam a impressão de demasiadas singeleza e fragilidade. 

O aceitável câmbio automático de 4 marchas com troca seqüencial só é oferecido, incompreensivelmente, na versão de tração simples — repetindo, nesse particular, a estúpida configuração também presente na linha EcoSport. Quem quiser tração integral que se vire com a trabalhosa transmissão de acionamento manual e o torturante pedal de embreagem. Quem não abre mão do conforto da transmissão automática que se contente com a convencional tração somente nas rodas dianteiras.

Por falar na versão equipada com tração integral — recurso acionado por um conveniente seletor rotativo no painel —, essa é, de forma igualmente incompreensível, a única que conta com suspensão traseira independente do tipo Mac-Pherson, com multi-link. Nas demais, inclusive a versão de topo Dynamique, o consumidor deve se resignar com o obsoleto e precário eixo de torção, atentado à estabilidade que de resto constitui deplorável regra no mercado brasileiro.

Para coroar as impressões negativas, as condições de comercialização se apresentam bastante hostis ao consumidor. Repetindo o que se deu quando do lançamento do sedan Fluence, ao procurar uma concessionária o cliente encontra estoque limitado para pronta-entrega, encargos de financiamento acima da média do mercado e — pasmem! — a inaceitável prática de ágio em relação ao preço divulgado pela fábrica. Com efeito, a concessionária Valence de Belo Horizonte pedia pelo Duster, na versão Dynamique equipada com motor de 2.0 litros e câmbio automático, nada menos que R$ 69,9 mil iniciais, contra os R$ 64,6 mil constantes na tabela oficial da Renault. Um sobrepreço, pois, da ordem de R$ 5 mil. Paga esse montante o tolo que assim quiser.

Entre virtudes consideráveis e vícios vários, pois, o Renault Duster é um veículo que causa favorável impressão inicial e quase chega a convencer a quem procura um SUV compacto e valente para uso misto sobre asfalto e terra, na dita 'faixa de entrada' do mercado, onde também se situam, além do Ford EcoSport, o Hyundai Tucson e o Mitsubishi Pajero TR4, todos em avançado estado de obsolescência. 

Mas, examinado em detalhes o carro e vistas detidamente as condições de comercialização nesta fase de lançamento, o produto franco-romeno está longe de despertar mínima empolgação a um consumidor dos mais exigentes. 




     

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