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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Arnaldo




"Não é só pela dor que a morte nos desconcerta.
Na sua carga de enigma e mistério, espelha-se muito,
ou mesmo o mais, de nossa impotência diante do destino,
de nossa insegurança quanto ao futuro e de
nossa angústia frente ao desconhecido."
João Baptista Villela


Há exatamente um ano eu me via a contragosto despertado, logo cedo, para o que parecia tratar-se de um genuíno pesadelo: a notícia do inesperado e abrupto passamento do professor, advogado e editor Arnaldo Oliveira Jr., meu querido amigo ao longo de décadas. 

O estado de perplexidade e dor em que me pus imediata e duradouramente imerso frustraram o propósito de escrever-lhe, então, uma substancial e merecida nota obituária – que agora, talvez, já não faça maior sentido.

Restam, entrementes, as vivas saudades do fraterno amigo que conquistara já nos derradeiros anos de adolescência e que viria a se tornar, com o passar dos tempos, notável colega de ofícios jurídicos e acadêmicos, habitual companheiro de hobbies variados e dileto 'afilhado' de casamento.

Com ele costumava compartilhar desde periódicos encontros em tardes de sábado para a indefectível feijoada no Minas Tênis Clube, com animadas prosas sobre direito, política e costumes, a longas noites e madrugadas adentro de intensa reflexão sobre a existência, entremeadas de libações etílicas e tabagísticas, no recesso de casa, em que se delineavam ambiciosos projetos pessoais e profissionais para o porvir.

Não quis o destino que déssemos andamento àquela projetada publicação de uma coletânea de trabalhos de Villela, ou que concretizássemos uma acalentada viagem em recíproca companhia a Napa Valley, ou ainda que continuássemos nossas prazerosas incursões gastronômicas a bordo de Jeep & Harley Davidson pelo interior de Minas.

Mas, para algum consolo meu, esse mesmo destino, tão pungente quanto equívoco e incompreensível, foi o que me proporcionou o privilégio de ter convivido fraternal e intensamente com uma das figuras humanas mais singulares e admiráveis, por seus múltiplos talentos e incontáveis virtudes, que nossa geração conheceu. 

Salve, Arnaldo!



sábado, 6 de outubro de 2012

Peço novamente seu voto em favor de ROBERTO AUAD - 21222








Chega ao fim a campanha nestas eleições de 2012.


Quem acompanhou minha atuação no cenário político-eleitoral ao longo dos últimos meses, teve ocasião de conhecer um pouco de Roberto Auad, candidato a vereador em Belo Horizonte pelo Partido Comunista do Brasil - PCB, a quem hipoteco meu incondicional apoio.

Colega dos bancos da Faculdade de Direito da UFMG, acompanhei — por vezes de perto, noutras à distância — a trajetória de Roberto Auad, de empenhado membro do movimento estudantil, na UFMG e na PUC-MG, a combativo advogado, atuante tanto no âmbito da OAB quanto do Sindicato dos Advogados.

Roberto Auad sempre atuou em prol de causas meritórias, tendo se engajado em inúmeros movimentos de interesse social, até que aquiesceu à idéia de oferecer seu nome como candidato a uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

É em favor desse candidato, Roberto Auad — amigo leal e confiável, profissional competente e honesto, bom pai de família e homo politicus comprometido com elevados valores sociais e com a ética no trato com a coisa pública —, que, uma vez mais e nesse derradeiro momento da campanha eleitoral, venho pedir o voto seu e de todos aqueles que me lêem.

Sufraguemos amanhã, 7 de outubro, o nome de ROBERTO AUAD - 21222 a vereador na Capital mineira.












quarta-feira, 3 de outubro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

Alexandre Decnop para vereador em Niterói


Aos leitores que têm domicílio eleitoral em Niterói, RJ, comunico que o Blog do Braga da Rocha apóia, para vereador naquela cidade, Alexandre 'Neném' Decnop e seu admirável trabalho de inclusão social por meio do esporte.






quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O 'jurisprudencialismo': uma resposta possível?


Recebo notícia do lançamento de obra que, à vista do tema desafiador e das abonadoras credenciais dos autores, desde logo me permito recomendar.

O apontamento me é feito pelo dileto colega e velho amigo Prof. Dr. Nuno Santos Coelho, da Universidade de São Paulo - USP:  

"Acaba de sair o livro  Teoria do Direito - Direito Interrogado Hoje - O Jurisprudencialismo: Uma resposta possível? (Editora Juspodium), que escrevi com os Professores Doutores António Castanheira Neves, Fernando José Bronze, José Manuel Aroso Linhares e Ana Margarida Simões Gaudêncio – todos os docentes de Filosofia do Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. 
Escreve também e organiza-o comigo o Professor  Antonio Sá da Silva, da Universidade Federal da Bahia.
Esperamos que o trabalho contribua para a reflexão sobre a experiência jurídica contemporânea, nos termos em que o Professor Castanheira Neves tem-no proposto, com rigor e originalidade."







domingo, 1 de julho de 2012

Decnop 51


Neste fim de semana, compareço às comemorações pelo aniversário do grande amigo e colega Fernando Decnop, que têm lugar no litoral fluminense.

A ele, parceiro de incontáveis lutas ao longo da última década na vida pública, meus mais efusivos cumprimentos.  









sábado, 23 de junho de 2012

Com Auad em 2012


Tendo em conta a recente realização de convenções partidárias em Belo Horizonte, manifesto, desde logo, meu decidido apoio à pré-candidatura do colega e amigo Roberto Auad nas eleições deste ano para vereador na Capital mineira.

Oportunamente, a quem interessar possa, publicarei aqui e alhures maiores detalhes a respeito de Auad, de sua história e de sua plataforma política.




quarta-feira, 14 de março de 2012

'Happy hour' com Leo Barreto e amigos no Choppeto



Assisti na noite de ontem, uma vez mais, à apresentação do músico Leo Barreto — freqüentador do circuito compreendido entre a Capital mineira e a Região dos Lagos, no litoral fluminense — no simpático e 'descolado' Choppeto, no bairro Floresta, em Belo Horizonte.


Barreto é um músico refinado e versátil, que transita com absoluta naturalidade e singular destreza entre o blues, o rock, o pop e a MPB. Ontem, como noutras oportunidades, ofereceu aos ouvintes música de alta qualidade em interpretações impecáveis, com arranjos vocais e instrumentais bastante fiéis aos originais, distanciando-se dos vezos demasiado virtuosistas ou autorais sem, todavia, resvalar para o mero pastiche.


A noite terminou com as sucessivas 'canjas' de Flávio Luís, homem da música e do direito que tive o prazer de conhecer e ouvir, e de Fabiano Nascimento, em curta temporada por cá, prestes que se encontra a tornar aos palcos europeus a partir de Knokke-Heist, Bélgica, onde vive.


A Roberto Auad, artífice-mor desses felizes encontros, meu agradecimento.




Leo Barreto



quinta-feira, 1 de março de 2012

O que dói em viver - de um poeta que me foi apresentado por Roberto Auad



Emílio Moura, 1902-1971



Canção
Emílio Moura

Viver não dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o próprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Direito da Educação


Meu velho amigo Prof. Dr. José Luiz Borges Horta, da Universidade Federal de Minas Gerais — recém tornado de temporada de estudos de pós-doutorado na Universidade de Barcelona, Espanha —, concedeu com o brilho de costume, na última terça-feira, 22 nov., entrevista ao vivo à Rádio Justiça, sobre Direito Constitucional da Educação. 

Os interessados no tema podem ter acesso ao respectivo arquivo de áudio por meio do atalho infra.


Entrevista do Prof. José Luiz Horta à Rádio Justiça
sobre Direito Constitucional da Educação



domingo, 27 de novembro de 2011

Um Choppeto no 'happy hour'


Tornei neste fim de semana ao Choppeto, bar ao que parece há não muito em funcionamento na av. Contorno, n. 1.916, quase esquina com av. Assis Chateuabriand, no bairro Floresta, em Belo Horizonte.


Nesta como noutra oportunidade, meu cicerone foi o vizinho e habitué da taberna Roberto Auad — homem do Direito tanto quanto da política e da boêmia —, dileto amigo com quem ultimamente tenho tido o prazer de tornar a conviver, passados mais de vinte anos dos tempos em que freqüentávamos os bancos da Casa de Afonso Pena.

Minha segunda visita ao Choppeto — desta feita no início da noite, uma vez que o funcionamento da casa não avança muito pela madrugada — confirmou algumas das impressões que eu inicialmente tivera e me trouxe novas, umas altamente positivas, outras nem tanto.

A primeira, mais marcante e mais favorável delas diz respeito à atmosfera simples e informal, mas agradavelmente acolhedora, que convida o apreciador de bons botecos a se sentir em casa e se animar na prosa com os amigos.

Junte-se a isso uma natural simpatia e cordialidade na forma de receber e atender, o que em mim desperta, incontinenti, o desejo de tornar outras vezes ao local.

Contribui para tanto também um cardápio com boas opções, entre petiscos vários, de suculentos espetos preparados na brasa, bem servidos e a preços honestos. Experimentei e aprovei tanto a mozzarella quanto as mini-salsichas e o fillet envolto em bacon. 

O menu musical, segundo soube disponível apenas em algumas noites da semana, constitui outro ponto alto da casa. Assisti à apresentação do músico Leo Barreto, cuja versatilidade permite que se ouça diversos gêneros de bom gosto — tais como rock, pop e MPB — com a mesma qualidade de melodia e fidelidade aos arranjos originais. A atração musical, por si, justifica a visita ao lugar.

É bem verdade que, uma vez lotada a casa — seja em razão da música, seja pelos demais atrativos —, alguns inconvenientes se fazem logo sentir. 

O natural ruído ambiental conduz a uma elevação do volume do som a níveis algo desconfortáveis, tornando impossível, sobretudo na área interna, manter a conversação em tom civilizado.  

A equipe de atendimento, por sua vez, parece insuficiente em número e, por mais boa vontade que revele, não se mostra capaz de servir com presteza e eficiência. 

Em qualquer circunstância, a oferta de bebidas é limitada. Há coquetéis aparentemente bastante pedidos pela clientela, como a caipirinha, mas, para a grande maioria dos freqüentadores, que bebe cerveja, simplesmente não há escolha: são oferecidas apenas duas sofríveis marcas de pilsen comum, ambas igualmente insossas e destinadas a agradar tão-somente a paladares menos exigentes. Nem sinal das pilsen extra e premium, muito menos das cervejas escuras, de um lado, ou das weiss, de outro. E ao contrário do que sugere o nome, também não há chope como pièce de résistence do bar. 

Por fim, além de não haver uma política clara e um modo bem organizado de registro de consumo — se por mesa ou por notas individuais de despesa —, o estabelecimento só recebe dinheiro ou cheque, deixando em 'palpos de aranha' aqueles renitentes e desprevenidos, como eu, usuários preferenciais de meios eletrônicos de pagamento.

Mas mesmo essa última limitação se contornara, quando de minha primeira visita, com a simpatia e a cordialidade a que há pouco me referi: sem dispor de suficiente dinheiro em espécie, acabei por combinar com o proprietário da casa de simplesmente pagar depois, lastreado, naturalmente, no poderoso aval de meu bom amigo Auad.

Assim, entre consideráveis atrativos e uns pequenos inconvenientes, todos facilmente corrigíveis pela administração, consigno aqui a recomendação, que tenho feito aos amigos, de usufruir no Choppeto de um agradável happy hour.

     





domingo, 21 de agosto de 2011

Torna ao País o Prof. José Luiz Horta


Desembarcou na tarde deste domingo em "sagrado solo mineiro", como ele próprio usa se referir à terra nativa, meu velho amigo Prof. Dr. José Luiz Borges Horta, da Universidade Federal de Minas Gerais, após longa temporada de estudos pós-doutorais na Universidade de Barcelona, nas proximidades de Espanha.



Comitê de recepção formou-se no saguão do Aeroporto Presidente Tancredo Neves, em Confins, composto de familiares e amigos que compareceram para saudar o nosso querido José Luiz. Uma caravana se formou também, à saída, para o transporte da pesada carga por todo um ano amealhada em plagas estrangeiras


Sua falta já era bastante sentida por cá. Seja bem-vindo, Zé!





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia do 'Pindura'


Há nada menos que 21 anos, registro de um movimentado, saudoso e histórico 'pindura' promovido pelos alunos da Faculdade de Direito da UFMG, em culto a mais essa inestimável tradição da vida universitária


Entre os participantes encontrava-se este escriba, ao centro da imagem — à época pouco mais que 'calouro' na universidade 
—, sob a liderança do combativo então presidente do Centro Acadêmico Afonso Pena, Dailton Pedro Ribeiro, e com o inestimável apoio de mestres da envergadura de José Alfredo de Oliveira Baracho e José Rubens Costa.



Foto publicada no jornal Estado de Minas, edição de 12 ago. 1990




 

sábado, 2 de julho de 2011

Crítica do Bala Doce à obra de um embusteiro-escrevinhador

Augusto Vieira, o quase mítico Bala Doce, publicou hoje, em sua página pessoal no Facebook, sintética, precisa e impagável crítica à obra mundialmente conhecida do embusteiro-escrevinhador Paulo Coelho, que considero a mais acabada expressão da literatura chã que se produz em arremedo de língua portuguesa.

Reproduzo-a aqui em texto e imagem, sem licença prévia e expressa do autor, contando, porém, com sua presumível bem
-humorada vênia:




Mais da verve de Augusto Vieira pode ser lido em seu sítio eletrônico e em seu blog Dia a Dia, ou simplesmente, como sempre a ele me refiro, o Blog do Bala. As hilariantes histórias e pérolas de Nabonosseu, bem assim a filosofia desse luminar do pensamento contemporâneo, podem ser encontradas no espaço Assim Falou Nabonosseu.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Entrevista com José Luiz Borges Horta sobre história do Estado de Direito

No sítio Última Instância, vale leitura a entrevista com o Prof. Dr. José Luiz Borges Horta, meu dileto amigo e colega de UFMG, a respeito da história do Estado de Direito.



Nota posterior: Os atalhos para essa memorável entrevista encontram-se inativos, em razão da página respectiva encontrar-se, aparentemente, não se sabe se por ora ou em definitivo, fora do ar.