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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Waiting...


É como diz aquele adágio popular, ironicamente reformulado:
'Quem espera... cansa.'






segunda-feira, 4 de junho de 2012

Legítima fúria


Revi no último fim de semana, 
na tv por assinatura, o filme Um Dia de Fúria, de Joel Schumacher, estrelado por Michael Douglas.

Trata-se de uma competente crônica 
cinematográfica, que versa sobre o limiar da insanidade a que podem levar os incontáveis embaraços e contrariedades do dia-a-dia na vida hodierna. 

Trama simples construída em torno de tema sempre contemporâneo, tratado de forma inusual e perspicaz em um legítimo 
cult movie.








sábado, 2 de junho de 2012

Mafalda e o trabalho


Há pouco mais de ano publiquei neste Blog do Braga da Rocha um breve artigo em que se contêm algumas de minhas cogitações sobre o sentido do trabalho — tema a que, aliás, ontem tornei em longa conversação mantida, via mensageria eletrônica, com o dileto amigo Felipe Bambirra, ora em temporada de estudos doutorais em Köln, Alemanha.

Pouco depois descobri, no universo da sempre perspicaz Mafalda, semelhante reflexão sob forma tanto irônica quanto simples e irrespondível, que folgo em compartilhar com os leitores.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval, por Rachel Sheherazade




Vídeo publicado no blog da jornalista Rachel Sheherazade




Adendo:
Comentários pós-carnavalescos da bela e perspicaz Sheherazade







quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Filho não é pra quem quer, mas pra quem pode; se é que há quem realmente possa...


Nos idos de 2008, a artista de múltiplos talentos Mônica Montone publicou no jornal O Globo — na esteira do sucesso de Sem Filhos: 40 razões para você não ter, polêmico best-seller de autoria da francesa Corinne Maier — o controverso artigo Filho é para quem pode, que reproduzo a seguir, como já fizera no velho Blog do Braga da Rocha.

Em seu texto, disponível também no sítio eletrônico da autora
, a jovem, bela e inteligente Mônica Montone aduz, com singular perspicácia, relevantes elementos ao raciocínio subjacente à minha costumeira perplexidade ante as comemorações alusivas ao dito 'dia das crianças':

Filho é para quem pode

Filho é para quem pode!

Eu, não posso! Apesar de ser biologicamente saudável.

Não posso porque desconheço o poço sem fundo das minhas vontades, porque às vezes sou meio dona da verdade e porque não acredito que um filho há de me resgatar daquilo que não entendo ou aceito em mim.

Acredito que a convivência é um exercício que nos eleva e nos torna melhores, mas, esperar que um filho reflita a imagem que sonhamos ter é no mínimo crueldade.

Não há garantias de amor eterno e o olhar de um filho não é um vestido de seda azul ou um terno com corte ideal. Gerar um fruto com o único intuito de ser perfumada por ele no futuro é praticamente assinar uma sentença de sal.

Filhos não são pílulas contra a monotonia, pílulas da salvação de uma vida vazia e sem sentido, pílula "trago seu marido de volta em 9 meses".

Penso que antes de cogitar a hipótese de engravidar, toda mulher deveria se perguntar: eu sou capaz de aceitar que apesar de dar a luz a um ser ele não será um pedaço de mim e portanto não deverá ser igual a mim? Eu sou capaz de me fazer feliz sem que alguém esteja ao meu lado? Eu sou capaz de abrir mão de determinadas coisas em minha vida sem depois cobrar? Eu sou capaz de dizer "não"? Eu quero, mesmo, ter um filho, ou simplesmente aprendi que é para isso que nascemos: para constituir uma família?

Muitas das pessoas que conheço estão neurotizadas por conta de suas relações com as mães. Em geral, são mães carentes que exigem afeto e demonstração de amor integral para se sentirem bem e, quando não recebem, martirizam os filhos com chantagens, críticas e cobranças.

As mães podem ser um céu de brigadeiro ou um inferno de sal. Elas podem adoçar a vida dos filhos ou transformar essas vidas numa batalha diária cheia de lágrimas, culpas e opressões.

Eu, por exemplo, não consigo ser um céu de brigadeiro nem para mim mesma, quiçá para uma pessoinha que vai me tirar o juízo madrugadas adentro e, honestamente, acho injusto coloc
ar uma criança no mundo já com essa missão no lombo: fazer a mamãe crescer.

Dar a luz a um bebê é fácil, difícil é ser mãe da própria vida e iluminar as próprias escuridões.

Filhos, com efeito, não são para aqueles que simplesmente querem, senão apenas para os que realmente podem — nos mais variados sentidos, saliente-se. Se é que há quem, efetivamente, possa.

Aliás, quem mesmo é que de fato quer?

Possivelmente, em especial, aqueles que não figuram, sequer minimamente, a real dimensão da ingente tarefa da paternidade, com suas elevadas exigências emocionais, intelectuais e materiais, e que muito menos têm — para seu conforto, no estado de alienação da realidade em que ordinariamente se vive — a consciência das misérias da existência.



 Mônica Montone, por Patrícia Landim ©



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mais um capitulo da série 'Porque responsabilidade civil é uma piada no Brasil'






O diagnóstico da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - AIDS, por via de exame que detecta o vírus HIV no organismo, é ainda praticamente uma sentença de morte para o paciente, de vez que o mal, conquanto tratável, permanece incurável.


O erro no exame médico ou laboratorial, que conduza a pessoa a crer-se portadora da doença, com o resultado a si comunicado diante de filha menor, equivale a mero "incômodo da vida", insusceptível de produzir dano moral e de gerar direito à respectiva reparação, na tacanha e parcial visão de estultos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo — cujo aparente senso de justiça, estofo intelectual e capacidade de formular juízos sobre a realidade não honram, a julgar pela decisão nos termos em que noticiada, sequer o diploma universitário que detêm, muito menos o relevante cargo que ocupam e o polpudo salário que recebem da sociedade.


E, ora, afinal o que corresponderia no plano fático ao 'dano moral' para esses insensatos e parvos julgadores?


Eis mais um capitulo da série Porque responsabilidade civil é uma piada no Brasil, ou ainda daquela outra: O simulacro de justiça que nos oferecem os magistrados de Pindorama.  



terça-feira, 16 de agosto de 2011

De bosques, casarões e construção civil predatória


Parece inverossímil a notícia contida no link acima, de uma campanha pela salvação de uma das poucas matas urbanas que restam na Capital mineira, mas desse tipo de coisa nunca se deve duvidar.

Antes de me mudar de Belo Horizonte para Roma, e logo depois para Brasília, em fins dos anos '90, tinha diante de minha varanda um vicejante bosque, onde ouvia o cantar de pássaros, a rodear um pequeno conjunto arquitetônico erguido aparentemente entre o fim do séc. XIX e o princípio do séc. XX, composto de casarão e capela, que constituíam porções da sede da fazenda que veio a dar origem ao bairro Gutierrez, espraiado entre colinas na região sudoeste da capital mineira.

Imaginava-os, por seu valor paisagístico e histórico, imunes à ameaçadora sanha da construção civil predatória, desgraça que assola as grandes cidades, sobretudo em franjas da civilização como esta na qual vivemos.

Hoje vejo no lugar de tudo aquilo diversos maciços verticais de concreto, adornados por granito e vidro, que abrigam uns aglomerados de cubículos ditos de 'alto luxo'.

A cidade perdeu um sítio natural e histórico precioso. O bairro ganhou mais verticalização e mais adensamento populacional, com todos os transtornos que isso produz no trânsito e que gera em termos de sobrecarga na demanda por serviços públicos, sem falar na efeitos ambientais, como aqueles decorrentes do aumento da impermeabilização do solo.

Para que tenha sido autorizada a construção dos prédios, especula-se que a Câmara Municipal tenha vendido o 'destombamento' do imóvel, ou algo que o valha, em um negócio multimilionário, que não raro do consórcio entre agentes públicos corruptos e empresários desonestos.

Entrementes, ninguém se importa. O famigerado 'mercado', composto por consumidores tolos, ignorantes e passivos, aceita tudo. Os construtores, à base de propina e à custa do interesse público, incrementam em progressão infinita suas fortunas. E a sociedade, como de costume, é quem perde.

Assim, perdemos todos. Ou quase todos.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fogão a lenha 'chez' Roberto Gontijo


Na noite de hoje 
comparecemos ao acolhedor home office de Roberto Gontijo — prestigiado ator do mundo da política, do direito e das artes, entre outros campos, além de anfitrião cordialíssimo —, situado nos extremos da região sul de Belo Horizonte, para a já tradicional reunião em torno de seu fogão a lenha.

Participaram da animada tertúlia, como de costume, o notável Tarcísio Delgado, homem público de singular grandeza, que dignifica a vida política no Estado e no País, e meu inexcedível mestre Joaquim Carlos Salgado, titular de Filosofia do Direito e atual diretor da Faculdade de Direito da UFMG.


Eugenia Comini, recém-chegada de mais uma temporada de seus estudos de doutoramento na Itália, e Ana Paula Silochi, ora prestes a ingressar nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, p
restigiaram o evento, como sói acontecer, com beleza, charme e inteligência. 

No cardápio, o indefectível 'arroz de suã', iguaria que, embora típica da culinária mineira, reputo um tanto exótica para paladares mais ortodoxos. 


Os devotos de Baco, entre os quais me incluo, puderam apreciar ainda, entre outros rótulos, um extraordinário Ramón Roqueta Tempranillo Reserva, safra 2007. 


Pode-se imaginar melhor entretenimento para os sentidos e o espírito em uma despretensiosa noite de terça-feira?



Eugênia e Aninha em confabulações via iPhone,
durante o jantar 'chez' Gontijo


Gontijo à beira do famoso fogão a lenha, enquanto
Salgado e outros convivas entabulam animada prosa