Mostrando postagens com marcador Crítica Gastronômica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crítica Gastronômica. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de junho de 2012

O agradável Brothers Beer em rumos hesitantes


No fim de semana passado tornei, após algum tempo de ausência, ao
Brothers Beer, situado no bairro Prado, em Belo Horizonte.


A casa, que no passado recente esteve entre os meus lugares prediletos na cidade para degustar boas carnes e acompanhadas de cervejas idem, já não é mais a mesma.


O cardápio perdeu aqueles que eu considerava seus mais atraentes itens, como o bife de chorizo, o bife ancho e o fillet au poivre. E os demais cortes ditos 'nobres' ainda disponíveis, servidos em porções que se encomendam pelo peso, chegam à mesa, invariavelmente, muitas notas acima do ponto correto ou aceitável para um apreciador de carnes.


A carta de cervejas também foi drasticamente reduzida, perdendo tipos e rótulos importantes que outrora ostentava, tais como os pale ale e golden ale da Eisenbahn, de Blumenau, e outros de origem estrangeira, a dano dos apreciadores da bebida.


São restrições especialmente graves — embora feitas para atender a supostas limitações do 'mercado' para um estabelecimento que se firmou com a reputação de boa cervejaria, como o próprio nome sugere, e competente grill house


O serviço, entrementes, embora jamais se tenha podido considerar impecável, continua prestante e amistoso. 


Desta feita, aliás, atendeu-me com simpatia à mesa o novo gerente do Brothers, de prenome Sérgio, o qual, além de providenciar com presteza a substituição do prato que chegara fora do ponto, ouviu com resignação minhas queixas e sugestões — que passam, necessariamente, pela melhor composição do bière menu e por mais acurada supervisão do grill — e me prometeu melhor experiência na próxima visita.


Como cliente da casa, que por ora sigo a me considerar, resta-me a expectativa. 








segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Xapuri: De ponto alto da cozinha mineira a reles 'fast food' domingueiro


No TripAdvisor:

Outrora um legítmo representante da alta cozinha mineira, o Xapuri, nos últimos anos, expandiu-se de tal forma que pôs a perder toda a aura de encanto e sofisticação que no passado costumava oferecer aos clientes.

Hoje não passa de um estabelecimento cujo atendimento é do tipo padronizado, em massa, contando talvez com algumas centenas de lugares, e cozinha que mais lembra a de um fast food que a de um bistrot.

Isso se reflete, naturalmente, na qualidade dos pratos e da experiência, de modo geral, que se tem ao freqüentar a casa, convertida em não mais que um restaurante vulgar, a que casais não muito exigentes comparecem para almoçar aos domingos, arrastando consigo seus ruidosos rebentos.

E os preços? Ah, os preços - consideravelmente mais elevados que os de estabelecimentos congêneres - não mudaram nadinha!


[texto revisto]






sábado, 13 de agosto de 2011

O impecável Vecchio Sogno e seu indefectível 'rib eye steak'


Depois de certo tempo sem freqüentar a casa, tornei mês passado ao restaurante Vecchio Sogno (http://www.vecchiosogno.com.br), nesta Capital mineira, para um jantar de sábado.

Como de costume, tem-se ali já à entrada atendimento impecável e
ambiente agradabilíssimo. A isso se agrega o estacionamento fácil e o piano bar sob medida para um casual aperitivo.

Tive
assim, desde logo, razões bastantes para crer que seguiria a considerar o Vecchio Sogno um dos meus estabelecimentos prediletos na cidade, como de resto o indicam entre os melhores os mais reputados guias gastronômicos do País.

Acomodei-me estrategicamente no Salão do Espelho e, após um breve e razoável antipasto, resolvi confirmar minhas impressões a respeito de um prato que experimentara há anos, quando ainda sequer se encontrava no menu regular do reputado chef Ivo Faria: o
premium rib eye. Fi-lo acompanhar, contrariando o que indica o cardápio, de um risotto ai tre funghi.

N
a pródiga e bem elaborada carta de vinhos do Vecchio Sogno busquei uma das variadas possibilidades de segura harmonização, o que encontrei aliás por feliz inciativa do amigo brasiliense Rodrigo Marques, que dividia comigo a mesa ao lado de nossas respectivas eleitas com um carmignano DOCG da Toscana.

Algo que muito valorizo em um restaurante, para além das novidades de ocasião, é perceber consistência na orientação do menu e regularidade na manutenção da qualidade da cozinha e do atendimento. Isso se tem seguramente entra ano, sai ano, já há uma década e meia quando se vai ao Vecchio Sogno.

Por outro lado, embora seja certo que qualidade sempre importe um preço considerável, incomoda-me sumamente sentir-me escorchado pela simples assinatura de um cozinheiro premiado ou pela ganância desmesurada do sobrepreço aplicado à enésima potência na coluna direita da tábua de Baco. E isso não se costuma ver no Vecchio Sogno, embora, em particular quanto ao vinho, nada obsta a que os preços pudessem ser mais razoáveis.

Sem embargo, porém tal como comentei no velho Blog do Braga da Rocha à época em que experimentei o rib eye, então acompanhado de um bardolino do Veneto , uma vez mais repito: o Vecchio Sogno, com uma refinada cozinha e uma vasta e selecionada adega, oferece algo que muito se aproxima de uma perfeita experiência gastronômica, razão pela qual apraz-me uma vez mais recomendá-lo, sem maiores reservas, a meus amigos leitores.



 


Premium rib eye steak, minha indefectível recomendação
no cardápio do impecável Vecchio Sogno




domingo, 23 de janeiro de 2011

Baby Beef BH: Combinação compulsória de rodízio de carnes e sauna


Na última sexta-feira, 21 jan., a companhia de pessoas queridas levou-me ao restaurante Baby Beef BH, na região norte de Belo Horizonte, para o jantar.

O Baby Beef BH é um estabelecimento já tradicional na Capital mineira, que serve buffet variado e churrasco de carnes nobres no sistema de rodízio. Embora tenha cá minhas ressalvas a esse tipo de serviço, posso dizer que comi quase tão bem ali quanto fazia nos anos '90, quando freqüentava mais amiúde o lugar, então considerado um dos melhores grill restaurants da cidade. 

Hoje, porém, os sinais gerais de decadência da casa são de todo evidentes e comprometem significativamente o prazer que o cardápio possa proporcionar à mesa. 

Desde logo, à entrada, nota-se o ambiente um tanto envelhecido, carente de necessária reforma para substituição de móveis, materiais e revestimentos, todos algo gastos e ultrapassados.

Mas é aos primeiros minutos à mesa que se revela o maior desconforto ambiental: o sistema de refrigeração por ar condicionado simplesmente não funciona, ou não funciona com mínima eficiência. Antes, a temperatura interna do salão chega a ser maior que a externa, mercê do adensamento de pessoas e do calor dissipado por churraqueiras, rechauds e os variados pratos quentes servidos. Isso se revela especialmente incômodo em uma noite de pleno verão tropical a 30ºC, em meio a montanhas de média altitude, a centenas de quilômetros do sopro da brisa litorânea.

Não bastante isso, tem-se desagradáveis surpresas como ir ao toilette e não encontrar sequer as indefectíveis toalhas de mão descartáveis, e a inefável sensação da política de descaso com o cliente ao perceber que o gerente, cuja presença se reclamou à mesa, jamais comparecerá para cumprir o elementar dever de ouvir as justas e apropriadas queixas.

À vista disso pode-se dizer, em suma, que jantar no Baby Beef BH corresponde a uma singular experiência: Pedir um rodízio de suculentas carnes e levar, compulsoriamente atrelada, uma longa e intensa sessão de sauna, sem direito sequer a toalhas de papel para enxugar o suor vertido em bicas. E sem direito a reclamar, também.





Post scriptum


Não faz muito tempo, tornei ao
Baby Beef BH para atender a um compromisso social de natureza, digamos, compulsória.

Nesse dia, o ar condicionado aparentemente funcionava. Encontrei, também, tolhas de papel no rest room. O buffet e as carnes, que afinal são o que mais interessa, seguiram minimamente a contento.

Mas continua faltando em todo o staff do Baby Beef a singular cordialidade no atendimento,
a preocupação de cativar o cliente e a atenção aos pequenos detalhes que, para mim, fazem toda a diferença ao escolher esse ou aquele estabelecimento.

Meu juízo negativo sobre a casa permanece, portanto, inalterado.