Espaço de diversificado conteúdo de natureza jurídica, política, acadêmica, filosófica, ética, literária e artística, entre outros assuntos tão variados como gastronomia, gestão pública e defesa do consumidor. Seguimento do congênere, ora inativo, publicado até 2010 no portal UOL.
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domingo, 3 de junho de 2012
O agradável Brothers Beer em rumos hesitantes
No fim de semana passado tornei, após algum tempo de ausência, ao Brothers Beer, situado no bairro Prado, em Belo Horizonte.
A casa, que no passado recente esteve entre os meus lugares prediletos na cidade para degustar boas carnes e acompanhadas de cervejas idem, já não é mais a mesma.
O cardápio perdeu aqueles que eu considerava seus mais atraentes itens, como o bife de chorizo, o bife ancho e o fillet au poivre. E os demais cortes ditos 'nobres' ainda disponíveis, servidos em porções que se encomendam pelo peso, chegam à mesa, invariavelmente, muitas notas acima do ponto correto ou aceitável para um apreciador de carnes.
A carta de cervejas também foi drasticamente reduzida, perdendo tipos e rótulos importantes que outrora ostentava, tais como os pale ale e golden ale da Eisenbahn, de Blumenau, e outros de origem estrangeira, a dano dos apreciadores da bebida.
São restrições especialmente graves — embora feitas para atender a supostas limitações do 'mercado' — para um estabelecimento que se firmou com a reputação de boa cervejaria, como o próprio nome sugere, e competente grill house.
O serviço, entrementes, embora jamais se tenha podido considerar impecável, continua prestante e amistoso.
Desta feita, aliás, atendeu-me com simpatia à mesa o novo gerente do Brothers, de prenome Sérgio, o qual, além de providenciar com presteza a substituição do prato que chegara fora do ponto, ouviu com resignação minhas queixas e sugestões — que passam, necessariamente, pela melhor composição do bière menu e por mais acurada supervisão do grill — e me prometeu melhor experiência na próxima visita.
Como cliente da casa, que por ora sigo a me considerar, resta-me a expectativa.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Xapuri: De ponto alto da cozinha mineira a reles 'fast food' domingueiro
Outrora um legítmo representante da alta cozinha mineira, o Xapuri, nos últimos anos, expandiu-se de tal forma que pôs a perder toda a aura de encanto e sofisticação que no passado costumava oferecer aos clientes.
Hoje não passa de um estabelecimento cujo atendimento é do tipo padronizado, em massa, contando talvez com algumas centenas de lugares, e cozinha que mais lembra a de um fast food que a de um bistrot.
Isso se reflete, naturalmente, na qualidade dos pratos e da experiência, de modo geral, que se tem ao freqüentar a casa, convertida em não mais que um restaurante vulgar, a que casais não muito exigentes comparecem para almoçar aos domingos, arrastando consigo seus ruidosos rebentos.
E os preços? Ah, os preços - consideravelmente mais elevados que os de estabelecimentos congêneres - não mudaram nadinha!
[texto revisto]
sábado, 8 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
O impecável Vecchio Sogno e seu indefectível 'rib eye steak'
Depois de certo tempo sem freqüentar a casa, tornei mês passado ao restaurante Vecchio Sogno (http://www.vecchiosogno.com.br), nesta Capital mineira, para um jantar de sábado.
Como de costume, tem-se ali já à entrada atendimento impecável e ambiente agradabilíssimo. A isso se agrega o estacionamento fácil e o piano bar sob medida para um casual aperitivo.
Tive assim, desde logo, razões bastantes para crer que seguiria a considerar o Vecchio Sogno um dos meus estabelecimentos prediletos na cidade, como de resto o indicam entre os melhores os mais reputados guias gastronômicos do País.
Acomodei-me estrategicamente no Salão do Espelho e, após um breve e razoável antipasto, resolvi confirmar minhas impressões a respeito de um prato que experimentara há anos, quando ainda sequer se encontrava no menu regular do reputado chef Ivo Faria: o premium rib eye. Fi-lo acompanhar, contrariando o que indica o cardápio, de um risotto ai tre funghi.
Na pródiga e bem elaborada carta de vinhos do Vecchio Sogno busquei uma das variadas possibilidades de segura harmonização, o que encontrei — aliás por feliz inciativa do amigo brasiliense Rodrigo Marques, que dividia comigo a mesa ao lado de nossas respectivas eleitas — com um carmignano DOCG da Toscana.
Algo que muito valorizo em um restaurante, para além das novidades de ocasião, é perceber consistência na orientação do menu e regularidade na manutenção da qualidade da cozinha e do atendimento. Isso se tem seguramente — entra ano, sai ano, já há uma década e meia — quando se vai ao Vecchio Sogno.
Por outro lado, embora seja certo que qualidade sempre importe um preço considerável, incomoda-me sumamente sentir-me escorchado pela simples assinatura de um cozinheiro premiado ou pela ganância desmesurada do sobrepreço aplicado à enésima potência na coluna direita da tábua de Baco. E isso não se costuma ver no Vecchio Sogno, embora, em particular quanto ao vinho, nada obsta a que os preços pudessem ser mais razoáveis.
Sem embargo, porém — tal como comentei no velho Blog do Braga da Rocha à época em que experimentei o rib eye, então acompanhado de um bardolino do Veneto —, uma vez mais repito: o Vecchio Sogno, com uma refinada cozinha e uma vasta e selecionada adega, oferece algo que muito se aproxima de uma perfeita experiência gastronômica, razão pela qual apraz-me uma vez mais recomendá-lo, sem maiores reservas, a meus amigos leitores.
Premium rib eye steak, minha indefectível recomendação
no cardápio do impecável Vecchio Sogno
no cardápio do impecável Vecchio Sogno
domingo, 23 de janeiro de 2011
Baby Beef BH: Combinação compulsória de rodízio de carnes e sauna
Na última sexta-feira, 21 jan., a companhia de pessoas queridas levou-me ao restaurante Baby Beef BH, na região norte de Belo Horizonte, para o jantar.
O Baby Beef BH é um estabelecimento já tradicional na Capital mineira, que serve buffet variado e churrasco de carnes nobres no sistema de rodízio. Embora tenha cá minhas ressalvas a esse tipo de serviço, posso dizer que comi quase tão bem ali quanto fazia nos anos '90, quando freqüentava mais amiúde o lugar, então considerado um dos melhores grill restaurants da cidade.
Hoje, porém, os sinais gerais de decadência da casa são de todo evidentes e comprometem significativamente o prazer que o cardápio possa proporcionar à mesa.
Desde logo, à entrada, nota-se o ambiente um tanto envelhecido, carente de necessária reforma para substituição de móveis, materiais e revestimentos, todos algo gastos e ultrapassados.
Mas é aos primeiros minutos à mesa que se revela o maior desconforto ambiental: o sistema de refrigeração por ar condicionado simplesmente não funciona, ou não funciona com mínima eficiência. Antes, a temperatura interna do salão chega a ser maior que a externa, mercê do adensamento de pessoas e do calor dissipado por churraqueiras, rechauds e os variados pratos quentes servidos. Isso se revela especialmente incômodo em uma noite de pleno verão tropical a 30ºC, em meio a montanhas de média altitude, a centenas de quilômetros do sopro da brisa litorânea.
Não bastante isso, tem-se desagradáveis surpresas como ir ao toilette e não encontrar sequer as indefectíveis toalhas de mão descartáveis, e a inefável sensação da política de descaso com o cliente ao perceber que o gerente, cuja presença se reclamou à mesa, jamais comparecerá para cumprir o elementar dever de ouvir as justas e apropriadas queixas.
À vista disso pode-se dizer, em suma, que jantar no Baby Beef BH corresponde a uma singular experiência: Pedir um rodízio de suculentas carnes e levar, compulsoriamente atrelada, uma longa e intensa sessão de sauna, sem direito sequer a toalhas de papel para enxugar o suor vertido em bicas. E sem direito a reclamar, também.
Post scriptum:
Não faz muito tempo, tornei ao Baby Beef BH para atender a um compromisso social de natureza, digamos, compulsória.
Nesse dia, o ar condicionado aparentemente funcionava. Encontrei, também, tolhas de papel no rest room. O buffet e as carnes, que afinal são o que mais interessa, seguiram minimamente a contento.
Mas continua faltando em todo o staff do Baby Beef a singular cordialidade no atendimento, a preocupação de cativar o cliente e a atenção aos pequenos detalhes que, para mim, fazem toda a diferença ao escolher esse ou aquele estabelecimento.
Meu juízo negativo sobre a casa permanece, portanto, inalterado.
Post scriptum:
Não faz muito tempo, tornei ao Baby Beef BH para atender a um compromisso social de natureza, digamos, compulsória.
Nesse dia, o ar condicionado aparentemente funcionava. Encontrei, também, tolhas de papel no rest room. O buffet e as carnes, que afinal são o que mais interessa, seguiram minimamente a contento.
Mas continua faltando em todo o staff do Baby Beef a singular cordialidade no atendimento, a preocupação de cativar o cliente e a atenção aos pequenos detalhes que, para mim, fazem toda a diferença ao escolher esse ou aquele estabelecimento.
Meu juízo negativo sobre a casa permanece, portanto, inalterado.
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