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domingo, 26 de fevereiro de 2012

O IDEC e a 'Lei Geral da Copa'



O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC está a promover campanha intitulada Fifa Abaixa a Bola!, por meio da qual se busca mobilizar a sociedade para reclamar aos membros do Congresso Nacional "apoio a todos os torcedores brasileiros que querem desfrutar de uma Copa do Mundo memorável no Brasil, mas não sob a condição de que as nossas leis sejam sumariamente desrespeitadas em benefício da Fifa."


Considerando que, segundo o IDEC, a votação do projeto da dita 'Lei Geral da Copa' pela comissão especial respectiva encontra-se marcada para o início desta semana, creio que se deva, prontamente, intensificar a mobilização.


Atalho infra.







Adendo:

Tenho a realização da Copa do Mundo de futebol por uma temeridade administrativa e uma irresponsabilidade política, num país, como o Brasil, em que faltam da cultura à infra-estrutura necessárias a um projeto de tal magnitude. Mas, se a esta altura inevitável o evento, que não se subverta, para isso, o ordenamento jurídico nacional.



domingo, 15 de janeiro de 2012

Mobilização lusitana contra o famigerado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa


Nossos irmãos lusitanos se organizam contra o famigerado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, por meio de uma petição pública conjugada com um manifesto, que se dirigem ao governo de Portugal, e de um blog respectivo, a partir de hoje acompanhado pelo Blog do Braga da Rocha.

Num e noutro ambiente pode ser encontrado um vasto conjunto de sólidos argumentos e robustas contra-razões à medida.

Atalhos infra.










sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Carta aberta ao Sr. Antonio Roberto Vigne, suserano do feudo 'Campanha Anti-Corrupção Nacional'





No ambiente da rede social Facebook têm proliferado, nos últimos tempos, comunidades supostamente engajadas na causa contra a corrupção — mas que, em verdade, funcionam não mais que como veículo de extravasamento de ingênua e inócua indignação coletiva, quando não como instrumento de grosseira manipulação de massas por parte de opositores a governos ou de prosélitos de determinados partidos políticos. 


Apesar disso, tenho procurado participar ativamente de algumas dessas comunidades. Busco, sempre que possível, afirmar a necessidade de que  para além de promover gritaria histérica e casuística contra os escândalos e os corruptos da ocasião  se discuta e se atue efetivamente em prol do estabelecimento de mecanismos de prevenção da corrupção no ordenamento jurídico e na arquitetura institucional do Estado, bem ainda a modificação das condições estruturais que ensejam a permanência desse mal na Administração Pública brasileira.


Sem qualquer surpresa, porém, soube hoje que fui sumariamente excluído de mais um desses grupos, desta feita em razão comentário que publiquei ontem aqui no Blog do Braga da Rocha, sob o título 'Mais um reforço para a quadrilha do PMDB no Senado Federal'.


O Sr. Antonio Roberto Vigne, que se diz cientista político e faz as vezes de 'dono' e administrador plenipotenciário do grupo Campanha Anti-Corrupção Nacional — além de editor de um blog de sofrível qualidade —, afirma reiterada e peremptoriamente sua crença nos partidos políticos brasileiros e, em nome dessa profissão de fé, censura e cala aqueles que, como eu, se põem em desacordo com suas idéias simplórias e falazes.


Na falta de oportunidade para me manifestar na comunidade, da qual fui sumariamente excluído sem direito a qualquer manifestação, publico neste espaço — de resto freqüentado por um contingente exponencialmente maior e mais bem qualificado de leitores que o grupo do Sr. Vigne — a seguinte carta aberta àquele despótico suserano de mais um micro-feudo do mundo virtual:


Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2011
Sr. Antonio Roberto Vigne:
Se ocorresse a Vossa Senhoria a curiosidade de consultar minhas credenciais acadêmicas e profissionais — aliás, à toda evidência infinitamente mais robustas que as suas —, talvez tivesse algum pejo de tentar, de modo presunçoso e arrogante, dar-me lições de Direito ou apontar-me a necessidade de conferir caráter 'técnico' às minhas manifestações. 
Não advogo causa partidária nem ideológica alguma, propriamente dita. Mas digo e reafirmo que os partidos políticos nacionais são siglas sem qualquer representatividade, que se limitam a reunir, no mais das vezes, grupos interessados no exercício do poder para tão-somente locupletar-se com a malversação dos dinheiros públicos; em outras palavras, constituem pouco mais que quadrilhas organizadas na forma da lei para saquear o Estado das mais diversas formas. 
Como Vossa Senhoria parece padecer de incorrigível embotamento intelectual, por força de crenças dogmáticas, reagiu de forma despropositada às minhas manifestações e, enfim  por discordar do que afirmo —, em vez de limitar-se a apresentar argumentos consistentes em contrário, acabou por excluir-me sumariamente do grupo Campanha Anti-Corrupção Nacional, sob sua autocrática administração na rede social Facebook. 
Vossa Senhoria, como se percebe claramente, não admite a livre manifestação do pensamento, a pluralidade de idéias nem o contraponto de opiniões naquilo que considera o seu 'feudo'. Quer uma comunidade monolítica, repleta de publicações que lhe agradem e correspondam a seus apriorismos e pressupostos dogmáticos. Deseja possivelmente apenas uma claque para si, composta de uma massa amorfa e acrítica de áulicos medíocres
Naturalmente, eu já esperava por isso. Percebo claramente quando estou a lidar com gente intelectualmente limitada e politicamente autoritária.
Por óbvio, não me interessaria seguir a participar de uma comunidade como essa, orientada por vieses arbitrários e personalistas. Trata-se, afinal, de coisa de calhordas seguidos por néscios.
Fique com seu grupo e com os estúpidos cordeiros que desejem acompanhá-lo.
Atenciosamente,
Braga da Rocha, Prof. M.Sc.



Post scripta:


Resposta do Sr. Vigne, via sistema de mensageria da rede social Facebook, aos 17 dez. 2011:




Este blogger está 'morrendo de medo'!!!



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Caetano forma com os críticos da reforma ortográfica


Do findo blog de Caetano Veloso (www.obraembprogresso.com.br) — personalidade nem sempre digna de citação, quando se manifesta fora de seu métier lírico-poético —, por indicação que me fez há tempos o prezadíssimo amigo e colaborador Levindo Ramos Vieira Neto, stud. iur., uma áspera crítica incidental à chamada reforma ortográfica da língua portuguesa:


Hoje passei o dia dando entrevistas. Me perguntaram várias vezes se eu não sentiria saudade do blog. Claro que vou sentir muitas saudades deste blog. Hoje ele pára – com acento agudo (finalmente li o 'Acordo': achei cheio de inconsistências, com todos aqueles pontos facultativos e com menos acentos diferenciais ainda; sou favorável a uma combinação entre os países lusófonos a respeito das regras ortográficas do português – e acho natural que desta vez o peso brasileiro seja maior do que nunca – mas penso que um acordo tal como o que foi formulado não vai ajudar muito nisso: a história futura poderá inspirar outras soluções – se enriquecermos e passarmos a dar as cartas e as coordenadas de um mundo melhor – e não vi nada sobre 'camião' e 'caminhão', assim como nada encontrei sobre 'porque', 'por que', 'porquê', 'por quê' – digo: se se decide pelas formas portuguesas ou brasileiras – mas entendo que esses não são casos de regra ortográfica propriamente).