No dia de Valentino, uma visão esquemática e bem-humorada do amor no pensamento filosófico.
Espaço de diversificado conteúdo de natureza jurídica, política, acadêmica, filosófica, ética, literária e artística, entre outros assuntos tão variados como gastronomia, gestão pública e defesa do consumidor. Seguimento do congênere, ora inativo, publicado até 2010 no portal UOL.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2023
domingo, 24 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Congresso Mundial de Filosofia do Direito e Filosofia Social
A Associação Brasileira de Filosofia do Direito e Sociologia do Direito (Abrafi), com o apoio de diversas entidades, tem o privilégio de organizar o 26º Congresso Mundial de Filosofia do Direito e Filosofia Social da Internationale Vereinigung für Rechts- und Sozialphilosophie (IVR), com o tema Direitos Humanos, Estado Democrático de Direito e os desafios sociais contemporâneos. Trata-se da primeira vez que o congresso tem lugar no Brasil.
A Filosofia do Direito e a Filosofia Social são disciplinas que gozam de muito prestígio na América Latina e, em especial, no Brasil. Minas Gerais, sobretudo, possui larga tradição nessa área, que remonta a Tomás Antônio Gonzaga, durante o período colonial, e expressiva importância no cenário acadêmico brasileiro e internacional. A Universidade Federal de Minas Gerais, sede do evento, é uma das maiores e mais importantes universidades federais do Brasil, contando hoje com 31.000 alunos de graduação e 15.000 alunos de pós-graduação e tendo sido responsável, em 85 anos de existência, pela formação de quatro presidentes da República e de vários governadores do Estado.
O tema geral do congresso reflete a preocupação dos Filósofos do Direito e Filósofos Sociais com os graves desafios que enfrentam hoje as sociedades plurais e, em especial, os países em via de desenvolvimento: Como é possível a democracia, em sociedades compostas por tradições culturais e projetos políticos tão diversos? Como é possível harmonizar o desenvolvimento econômico com a preservação das liberdades individuais e com os direitos culturais de cada povo? Em que medida a pretensão de universalidade dos Direitos Humanos não corresponde a um preconceito ocidental? Em que medida o desenvolvimento econômico e social do hemisfério Norte não compromete o desenvolvimento dos países do hemisfério Sul? Pretendemos propiciar uma oportunidade privilegiada para que essas e outras questões sejam discutidas pela comunidade acadêmica internacional, e para que essa discussão possa contribuir para a construção de um mundo melhor.
Além dos Working Groups (com submissão direta de papers) e dos Special Workshops (propostos pelos participantes), haverá oito seções plenárias, com os seguintes convidados:
A Filosofia do Direito e a Filosofia Social são disciplinas que gozam de muito prestígio na América Latina e, em especial, no Brasil. Minas Gerais, sobretudo, possui larga tradição nessa área, que remonta a Tomás Antônio Gonzaga, durante o período colonial, e expressiva importância no cenário acadêmico brasileiro e internacional. A Universidade Federal de Minas Gerais, sede do evento, é uma das maiores e mais importantes universidades federais do Brasil, contando hoje com 31.000 alunos de graduação e 15.000 alunos de pós-graduação e tendo sido responsável, em 85 anos de existência, pela formação de quatro presidentes da República e de vários governadores do Estado.
O tema geral do congresso reflete a preocupação dos Filósofos do Direito e Filósofos Sociais com os graves desafios que enfrentam hoje as sociedades plurais e, em especial, os países em via de desenvolvimento: Como é possível a democracia, em sociedades compostas por tradições culturais e projetos políticos tão diversos? Como é possível harmonizar o desenvolvimento econômico com a preservação das liberdades individuais e com os direitos culturais de cada povo? Em que medida a pretensão de universalidade dos Direitos Humanos não corresponde a um preconceito ocidental? Em que medida o desenvolvimento econômico e social do hemisfério Norte não compromete o desenvolvimento dos países do hemisfério Sul? Pretendemos propiciar uma oportunidade privilegiada para que essas e outras questões sejam discutidas pela comunidade acadêmica internacional, e para que essa discussão possa contribuir para a construção de um mundo melhor.
Além dos Working Groups (com submissão direta de papers) e dos Special Workshops (propostos pelos participantes), haverá oito seções plenárias, com os seguintes convidados:
- Celso Lafer (Brasil)
- Mortimer Sellers (EUA)
- Norbert Horn (Alemanha)
- Sindiso Mnisi Weeks (África do Sul)
- Stephan Kirste (Áustria)
- Tom Campbell (Austrália)
- Yasutomo Morigiwa (Japão)
Também será um dos Keynote
Speakers o vencedor do IVR’S Young Scholar Prize, a ser divulgado no
início de 2013. Todas as atividades do congresso serão desenvolvidas em idioma inglês.
Nesta edição, algumas novidades devem ser destacadas. Em primeiro lugar, a organização do evento reservou tempo e espaço na grade de programação para que as seções nacionais da IVR que o quiserem promovam reuniões de seus membros, que podem ser confirmadas mediante requisição dos respectivos presidentes. Além disso, pela primeira vez na história do congresso, serão concedidas bolsas para professores e alunos de países em desenvolvimento que queiram participar do evento.
Além de seus aspectos acadêmicos, o evento é uma oportunidade única para se estabelece e consolidar contatos entre os pesquisadores da área, razão pela qual os eventos sociais têm um papel quase tão importante quanto os Working Groups e os Special Workshops: um coquetel de abertura no dia 21, uma apresentação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais no dia 23, uma excursão ao Museu e Jardim Botânico de Inhotim durante todo o dia 24 e um jantar de encerramento no dia 26, além de almoços diários no local do próprio Congresso, garantirão condições para tais contatos.
Belo Horizonte, conhecida como Capital Mundial dos Bares e Restaurantes, foi a primeira capital planejada do Brasil (1897), possui 2.400.000 habitantes e é uma das mais agradáveis cidades de grande porte do país, com temperatura média em julho de 19°C, sem chuvas, sendo servida por um aeroporto com voos diretos para Buenos Aires, Lisboa e Miami, entre outros destinos internacionais.
Sugerimos que reserve o sábado anterior ou posterior ao evento para conhecer Ouro Preto (75 km de distância), antiga capital do Estado de Minas Gerais declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO.
Esperamos vê-lo em breve em Belo Horizonte, para que você descubra o que significa “hospitalidade mineira”!
Prof. Dr. Marcelo Campos Galuppo
Nesta edição, algumas novidades devem ser destacadas. Em primeiro lugar, a organização do evento reservou tempo e espaço na grade de programação para que as seções nacionais da IVR que o quiserem promovam reuniões de seus membros, que podem ser confirmadas mediante requisição dos respectivos presidentes. Além disso, pela primeira vez na história do congresso, serão concedidas bolsas para professores e alunos de países em desenvolvimento que queiram participar do evento.
Além de seus aspectos acadêmicos, o evento é uma oportunidade única para se estabelece e consolidar contatos entre os pesquisadores da área, razão pela qual os eventos sociais têm um papel quase tão importante quanto os Working Groups e os Special Workshops: um coquetel de abertura no dia 21, uma apresentação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais no dia 23, uma excursão ao Museu e Jardim Botânico de Inhotim durante todo o dia 24 e um jantar de encerramento no dia 26, além de almoços diários no local do próprio Congresso, garantirão condições para tais contatos.
Belo Horizonte, conhecida como Capital Mundial dos Bares e Restaurantes, foi a primeira capital planejada do Brasil (1897), possui 2.400.000 habitantes e é uma das mais agradáveis cidades de grande porte do país, com temperatura média em julho de 19°C, sem chuvas, sendo servida por um aeroporto com voos diretos para Buenos Aires, Lisboa e Miami, entre outros destinos internacionais.
Sugerimos que reserve o sábado anterior ou posterior ao evento para conhecer Ouro Preto (75 km de distância), antiga capital do Estado de Minas Gerais declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO.
Esperamos vê-lo em breve em Belo Horizonte, para que você descubra o que significa “hospitalidade mineira”!
Prof. Dr. Marcelo Campos Galuppo
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Máxima cartesiana
Vejo o que se diz e escreve por aí e me ocorre a mais cartesiana das reflexões: "Penso, logo... Sou mesmo um animal a caminho da extinção."
— Braga da Rocha (@bragadarocha) February 4, 2013
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
No cruel 'iter' da ignorância à debilidade
Si jeunesse savait, si vieillesse pouvait...
Henri Estienne (1528-1598) | 20 mars 2009
- Si jeunesse savait, si vieillesse pouvait. (Henri Estienne)
Tout le monde connaît cette phrase désormais proverbiale, mais peu d’entre nous savent qu’elle est extraite de l’ouvrage « Les prémices » de Henri Estienne ; voilà que cette lacune est réparée. De l’ignorance initiale à l’impotence cruelle, nous irions donc, inexpugnablement.
La vie serait-elle mal faite au point que jeunesse et vieillesse ne pussent envisager un mariage heureux ? Monsieur Estienne ne paraît pas en douter. Ces épousailles ne sont-elles pas le rêve où s’origine le défis scientifique ultime? La quête faustienne et prométhéenne d’une éternelle jeunesse éclairée cependant par cela seul que la vieillesse est susceptible d’apporter?
Mais qu’y a-t-il à savoir que l’auteur semble regretter de ne pas avoir su à temps? Que faudrait-il encore pouvoir que l’on ne peut plus accomplir, alors que l’on sait enfin?
Sans doute répondrait-on rapidement que la jeunesse ne sait pas qu’elle est aux prises avec ses illusions quand la vieillesse ne peut plus vivre sa lucidité. Sans doute manque-t-elle de cette expérience réduite à n’être plus que vagues reliefs à un âge où l’on est plein d’avoir vécu certes, et cependant incapable de vivre sa science.
Mais la jeunesse et la vieillesse vont-elles de soi? Suffit-il de se référer à l’âge objectif de tel individu pour le ranger d’un côté ou de l’autre de la vie?
Il n’est que de se rappeler la très célèbre phrase de Picasso pour ne pas répondre précipitamment à ces questions: « On devient jeune à soixante ans ». La jeunesse, tout comme la vieillesse, n’est possiblement pas une affaire de naissance, mais de devenir. Elle est à gagner…mais soyons honnêtes et ajoutons l’autre moitié de la citation qui satellise ce génie dans la périphérie de l’écrivain qui nous intéresse ici, il écrit: « Malheureusement, c'est trop tard. ». Décidément! Mais trop tard pourquoi?
Parce qu’il y a la mort et que l’on est jeune, dans le meilleur des cas, quand notre corps lui, ne l’est plus; parce que l’on est jeune encore quand on s’est débarrassé de tout ce qui nous a permis de grandir et qu’il court à rebours de notre élan ; quand in extremis il ne reste plus que soi, par delà les masques d’une culture que l’on précède enfin (je parle des génies) et que nous nous défaisons irréversiblement par ailleurs. En ce sens, « être jeune » ou « créer » sont synonymes, soit, mais ils sont inaptes à conjurer notre finitude. Cessons donc toute mystification et tâchons de répondre simplement à la question:
- A partir de quand sommes-nous vieux ?
- Quand le corps ne permet plus à notre fougue de faire loi; quand, en dépit de notre vœu le plus cher, nous sommes irrémédiablement pris dans un ultime reflux qui interdit l’immortalité.
« Encore faut-il donc que fougue il y ait !» me direz-vous. Encore faut-il que désirs se fassent entendre, et désirs d’un certain ordre, pour éprouver la douleur de ne plus être capable de les accomplir. C’est vrai. Si certains désirs ne se font plus pressants une fois aux alentours d'un âge avancé, la peine de ne plus pouvoir les concrétiser ne pèse plus. Si souffrance il y a, elle est d’un décalage, d’une inadéquation entre la vigueur orgueilleuse d’une fièvre et l’aveu d’impuissance d’un corps fatigué. L’athlète qui, passé cinquante ans, s’acharnera à battre le record du monde du cent mètres fera preuve de bêtise, de même le joueur d’échec dans son domaine.
C’est à ce point précis que la philosophie peut être salutaire. En tant qu’elle peut nous apporter la sagesse, à la suite d’une analyse rationnelle de notre condition. Qu’est-ce à dire? Que le rationnel conditionne le raisonnable, qu’une mauvaise approche de soi est bien souvent responsable de notre malheur. Que Monsieur Henri Estienne n’était pas philosophe dans la mesure où il semble affecté du fait même de sa condition de mortel. S’il regrette que la vieillesse "ne puisse plus" alors qu’idéalement il serait bon qu’elle pût encore, c’est qu’il ne sait peut-être pas qu’il existe un art de vivre au présent qu’il s’agit d’observer, en même temps qu’un génie propre à chaque période de la vie qu’il s’agit de respecter.
Mais nous pouvons tout aussi bien, jusqu’à ce que le corps caricature la prison qu’il est d’emblée selon certains, feindre de ne rien savoir de sa décrépitude et briller autant qu’il se peut jusqu’à mourir foudroyé, comme pris par surprise, à la façon de Molière qui donna sa révérence au sens propre et au sens figuré, en s’effondrant sur scène.
Thierry Aymès (Copyright: T.Aymès / PACAINFOECO - www.pacainfoeco.com)
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