Espaço de diversificado conteúdo de natureza jurídica, política, acadêmica, filosófica, ética, literária e artística, entre outros assuntos tão variados como gastronomia, gestão pública e defesa do consumidor. Seguimento do congênere, ora inativo, publicado até 2010 no portal UOL.
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sábado, 25 de outubro de 2014
domingo, 30 de março de 2014
Os hebdomadários e o aniversário do golpe
Capa das principais revistas semanais de informação no Brasil, no aniversário 50 anos do golpe militar de 1964 - infra.
Uma vez mais, dispenso-me de comentar.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Capas da semana
É preciso dizer algo?
Ou, conforme escreveu o autor da foto, publicada em rede social:
"Quando uma imagem vale..."
quarta-feira, 15 de maio de 2013
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O jornalismo econômico brasileiro perde seu maior expoente
Vai-se um dos não muitos jornalistas idôneos que restavam em atuação nos sórdidos 'mass media' brasileiros: o espirituoso Joelmir Beting.
— Braga da Rocha (@bragadarocha) November 29, 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Veja e Joaquim Barbosa: Não dá para acreditar, mesmo!
"O menino pobre que mudou o Brasil"?! Ora, @veja, abstenha-se de insultar a inteligência dos leitores!
— Braga da Rocha (@bragadarocha) October 7, 2012
A respeito do episódio de exercício de futurologia conjugado com promoção de personalidade promovido a escâncaras pela desmoralizada Veja, escreve Mauro Malin em artigo no prestigioso Observatório da Imprensa:
"A Veja tem o direito de fazer uma capa ginasianamente comemorativa do andamento da Ação Penal do Mensalão. Isso é opção editorial. Dá à revista feição de órgão partidário, ou melhor, de sucedâneo de partido. Pode ser um problema para os donos da revista. Não um problema legal. A liberdade de expressão, garantida no famoso artigo 5º da Constituição, é cláusula pétrea. Pode ser um problema mercadológico, associado ao desgaste de credibilidade que tais opções tendem a provocar.
Para a qualidade do jornalismo brasileiro, é problema. Não a comemoração da condenação dos réus do mensalão, que valida, na mais alta instância do Judiciário, as denúncias de que a mídia foi veículo, contra ventos e marés dos poderosos de plantão desde 2005 [...].
O que se questiona é uma certa limitação de horizontes. Uma capa assim não deveria ser reservada para acontecimentos historicamente mais relevantes? Muito concretamente, por exemplo, uma melhora sensível da qualidade da educação pública, batalha em que o país é derrotado há três décadas.
“Arquive suas ilusões, escrevinhador“ – dirá o leitor com os pés bem plantados no chão e a cabeça firme em cima do pescoço.
Está certo. O sensacionalismo, embora seja fenômeno universal (mas não onipresente) da mídia jornalística, agora mais pressionada do que nunca na disputa pela atenção pública, não dispensa a visão de curto prazo. Ao contrário: é instrumento dela."
Mesmo aqueles que crêem na isenção, na honestidade e nos bons propósitos do medíocre Joaquim Barbosa, como é aparentemente o caso do jornalista Pompeu Macário Batista, editor do Blog do Macário, não deixam de — com sua inegável dose de razão — lamentar:
"Uma pena é ter dado na Veja. Ninguém acredita."
terça-feira, 8 de maio de 2012
De Michael Jackson, João Paulo II e um cantante sertanejo
Acompanha-se nestes dias, pelos mass media, a interminável cobertura do estado de saúde de um inexpressivo cantante goiano de música sertaneja, vítima de acidente automobilístico há algumas semanas — cujos efeitos tiveram a gravidade exponencialmente acentuada, diga-se de passagem, pela aparente omissão na elementar providência do uso do cinto de segurança.
Isso me remete a algumas linhas que publiquei há uns poucos anos no velho Blog do Braga da Rocha, quando da morte de um mundialmente conhecido pop star — não menos indigente, entrementes, do ponto de vista cultural —, que contém raciocínio perfeitamente cabível, observadas as respectivas proporções, ao deplorável fenômeno que ora se testemunha.
Ao que parece, com efeito, a humanidade não faz mesmo jus a mais que a miséria moral e a indigência cultural, de que esse culto à escória constitui um dos mais evidentes sintomas.
Sábado, 27 de hunho de 2009
Morreu Michael Jackson. Quid?
Sempre que se mobilizam as atenções do mundo para fatos relacionados à vida ou à morte de pop stars e quejandos, lembro-me invariavelmente da objeção que em situações do tipo fazia meu saudoso tio Francisco Viriato, vulgo Nonô, mais ou menos assim, na sua incontrastável sabedoria:
"Mas esse sujeito aí nada faz — 0u fez — pelo bem da humanidade...!"
Nada mais acertado. E nada menos percebido pela sociedade, cada vez mais sob o irresistível império da esmagadora massa de ignaros e estúpidos que a compõem.
É de se notar ainda que, ao longo da vida, aqueles párias erigidos a semi-deuses pelos mass media drenam da sociedade não somente a tola atenção, mas sobretudo incalculáveis recursos, com o que vivem no fausto e constroem imensas fortunas.
Por coisas assim é que me convenci, já há muito, de que a humanidade não faz jus, moralmente, a mais que isso: um michael jackson, um kaká ou um di caprio. Não merece jamais um Sabin, um Mandela, um Saramago...
[texto revisto]
Quarta-feira, 8 de julho de 2009
Michael Jackson e João Paulo II: nem o papa era tão pop
Segue o show fúnebre em torno da deplorável figura de Michael Jackson, um desses párias a que me referi noutro escrito, erigidos à condição de semi-deuses pelos mass media. Gente que nenhuma contribuição relevante presta à humanidade, salvo oferecer-lhe circo — e, no caso de Jackson, reconheça-se, um punhado de pão, com sua iniciaiva episódica de um movimento de solidariedade aos famintos na África, nos idos do anos de 1980.
Tenho cá comigo a lembrança dos solenes e concorridos funerais de Karol Wojtyla, estadista de coragem e perspicácia política extraordinárias, cujo papado, como João Paulo II, marcou a história do último quartel do século XX, com sua decisiva contribuição, inclusive, para a queda dos regimes totalitários no leste europeu.
E me ocorre que o mundo presta mais homenagens a Michael Jackson, hoje, que rendeu a João Paulo II uns poucos anos atrás.
Tristemente...
[texto revisto]
(excerto de charge publicada na coluna de Iotti, no jornal Zero Hora)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
'O livro do Boni': Não li e não gostei
Eis a sumária e, como de costume, taxativa crítica de Augusto Vieira, o Bala Doce, a respeito dos escritos recém-publicados de um dos maiores escroques dos mass media no Brasil:
"Não continuarei a leitura de 'O livro do Boni', por se tratar da exaltação do ego da pessoa que mais contribuiu para transformar uma emissora de TV, nascida da ditadura, em conluio com o grupo 'Time Life', num monopólio da comunicação social, sustentado até por bancos estatais e pela publicidade dos governos brasileiros. Apenas o guardarei em minha biblioteca para consultas sobre confissões de atentados à cidadania."
Os comentários do colega — permito-me lhe chamar assim, com sua vênia, em razão das origens comuns na Casa de Afonso Pena — coincidem, efetivamente, com as impressões que tenho formado a respeito da obra, sobretudo a partir das entrevistas, que vejo e leio, concedidas a mancheias pelo autor.
A mim, que já não tenho tanto tempo de vida restante para desperdiçá-lo em leituras estéreis, basta a conspícua opinio do Bala.
A mim, que já não tenho tanto tempo de vida restante para desperdiçá-lo em leituras estéreis, basta a conspícua opinio do Bala.
Tenho, pois, meu veredicto: Não li e não gostei.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O caso Lupi e a grande imprensa, a propósito de um escrito de Augusto Nunes
Já tive a oportunidade de comentar, aqui no Blog do Braga da Rocha, pelo menos uma entre muitas interessantes notas publicadas por Augusto Nunes em sua coluna, que integra o sítio eletrônico da revista Veja.
Ontem, a coluna de Nunes publicou matéria intitulada O Brasil que presta derrota Dilma e Lupi: mais um corrupto cai fora do governo, em que escreve:
"Graças à coragem da imprensa independente e à indignação dos brasileiros honestos, o país acaba de livrar-se de Carlos Lupi. É o sexto ministro despejado por corrupção em menos de um ano de governo Dilma Rousseff. Se dependesse da presidente, os seis continuariam no emprego. A faxineira de araque não sabe viver longe do lixo. De novo, fez o que pôde para preservar a sujeira no primeiro escalão. De novo, acabou se rendendo à evidência de que os inquilinos do Planalto podem muito, mas não podem tudo."
(atalho para o texto integral da publicação pode ser encontrado aqui e ao final deste post)
Carlos Lupi, de fato, é o tipo de político de comportamento usualmente suspeito e seriedade altamente duvidosa, a respeito de quem pairam fortes indícios da prática de atos de questionável lisura, para dizer o mínimo, no comando do Ministério do Trabalho ao longo dos últimos cinco anos. Jamais teve estatura técnica, política ou moral compatível com o cargo de Ministro de Estado. Só sobreviveu na função por tanto tempo graças ao intrincado e corrupto jogo de alianças partidárias com que se usa sustentar o sui generis modelo de governo de coalizão adotado no Brasil — registre-se, em todos os mandatos presidenciais e parlamentares ao longo das últimas décadas.
Após um mês de seguidas denúncias contra si publicadas na grande imprensa, que tiveram como resposta de parte do ministro não mais que insubsistentes subterfúgios de defesa e bizarras bravatas, Lupi se tornou um morto-vivo político na Esplanada e acabou por pedir exoneração do cargo na noite de ontem, 4 dez., antes que a presidente Dilma Rousseff o demitisse sumariamente do posto, após recomendação nesse sentido feita na última sexta-feira, 2 dez., pela Comissão de Ética da Presidência da República.
Ao que consta, pois, mais que pela artilharia tendenciosa da revista Veja e quejandos — sem embargo dos importantes elementos trazidos à luz pela imprensa a respeito das obscuras relações de que participava o ministro —, Lupi foi efetivamente defenestrado, afinal, a partir de uma séria e corajosa decisão tomada pela comissão presidida pelo jurista Sepúlveda Pertence, respeitável ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.
E isso me faz tornar à questão do chamado 'Partido da Imprensa Golpista - PIG' que se presume capaz de abater ministros em série e conduzir governos à instabilidade, conforme se evidencia na mencionada matéria de Augusto Nunes.
Quando se comporta como verdadeiro jornalista, Augusto Nunes produz textos sérios e consistentes, alguns até mesmo dignos de nota pela genuína indignação que revelam contra tudo aquilo que de pior há nas entranhas do Estado brasileiro. Quanto se traveste, porém, de prosélito de partidos políticos e ideologias, Nunes perde o tênue equilíbrio e o restante de sobriedade que se vêem em outros escritos seus, para se render à tendenciosidade e ao farisaísmo típicos da generalidade de seus colegas da grande imprensa, nomeadamente os que cerram fileiras no dito 'PIG'.
Assim, o que o articulista chama de "coragem da imprensa independente", no caso Lupi como em tantos outros, não passa — para além do legítimo exercício do papel de fiscalização da atuação dos agentes públicos pela atividade jornalística séria, autônoma e conseqüente — do velho golpismo eivado e cultivado em diversos setores dos meios de comunicação de massa que, embora comprometidos com interesses políticos e econômicos vários, insistem na desfaçatez de fazer pose de isentos e cultivar o mito da neutralidade.
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