Espaço de diversificado conteúdo de natureza jurídica, política, acadêmica, filosófica, ética, literária e artística, entre outros assuntos tão variados como gastronomia, gestão pública e defesa do consumidor. Seguimento do congênere, ora inativo, publicado até 2010 no portal UOL.
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segunda-feira, 31 de março de 2014
50 anos do golpe militar de 1964
Contam-se, nesta passagem de 31 de março para 1º. de abril, cinquenta anos do coup d'état que depôs manu militari o então presidente João Goulart, legitimamente eleito pelo povo brasileiro, rompendo a ordem constitucional e a normalidade democrática para instaurar o Estado de exceção e lançar o Brasil em mais de duas décadas de obscurantismo político e terror.
Que não se esqueça. E não se repita.
domingo, 30 de março de 2014
Os hebdomadários e o aniversário do golpe
Capa das principais revistas semanais de informação no Brasil, no aniversário 50 anos do golpe militar de 1964 - infra.
Uma vez mais, dispenso-me de comentar.
quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
OAB: Para não repetir
Meritória iniciativa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o ato público 'Para Não Repetir: 50 Anos do Golpe Militar', faz alusão à quartelada que, entre março e abril de 1964, lançou o País em mais de duas décadas de obscurantismo.
quinta-feira, 20 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
"¿Por qué no te callas?"
#Chavez: Mais um ditador no inferno!
— Braga da Rocha (@bragadarocha) March 5, 2013
Antes tarde que nunca, #Chávez acaba por cumprir compulsoriamente o que lhe recomendara, com razão e autoridade, o rei de Espanha.
— Braga da Rocha (@bragadarocha) March 6, 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
A ditadura herediária a caminho do fim?
Com promessa de retirar-se dentro em cinco anos, Raúl Castro cria expectativas de que Cuba deixe de ser, ao menos, uma ditadura hereditária.
— Braga da Rocha (@bragadarocha) February 25, 2013
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Um guardião da Constituição e a leniência com o golpismo
Veja-se como o País está bem servido de membros da mais alta corte do Poder Judiciário, como o canalha Marco Aurélio Mello, que sustenta a ruptura da ordem constitucional em 1964, pela força das armas, como "necessária".
Com guardiões da Constituição como esse, manifestamente indigno do cargo que ocupa, quem precisa de golpistas?
Breve excerto de entrevista concedida por Marco Aurélio Mello,
ministro do Supremo Tribunal Federal, ao programa 'É Notícia', da Rede TV
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Liberdade de ir e vir ao povo cubano
Começa a distensão, ainda tímida, nas políticas cubanas quanto ao trânsito de nacionais para o exterior. O último a sair que apague a luz.
— Braga da Rocha (@bragadarocha) October 16, 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Na era dos golpes travestidos e das democracias de aparência
Como sabem meus interlocutores mais próximos, sou não raro considerado um apóstata por descrer em absoluto do moderno conceito de democracia, fundado no pressuposto dogmático de 'uma cabeça, um voto'. Mas conservo, por outro lado — como estudioso das ciências jurídicas e tendo por ofício a atividade pública —, grande apreço por aquilo que se convencionou chamar, em acepção lata, Estado de Direito.
Embora seja essa uma discussão a que não pretendo dar curso neste momento, refiro-me a ela a propósito do imbróglio diplomático em que se encontra envolvida a comunidade sul-americana de nações — deflagrada que foi a mais grave crise já experimentada pelo Mercosul nos seus 20 anos existência — em conseqüência do golpe de Estado, travestido de processo de impeachment, havido no Paraguai em junho último.
A esse respeito tenho escrito aqui e ali, em síntese, o seguinte:
Creio que o princípio da autodeterminação dos povos permite ao paraguaio aceitar como legítimos os golpes de Estado que bem entender, tal como aquele havido no último dia 22 de junho contra o governo de Fernando Lugo.
Todavia, não se pode exigir do resto do mundo que, à luz da razão, reconheça esse tipo de ação, praticada ao arrepio dos mais elementares princípios do Direito — a começar do imperativo due process of law —, como insertos em um contexto de suposta normalidade democrática.
Se as cláusulas democráticas constantes na legislação comunitária local — basicamente o Protocolo de Ushuaia, com reflexos noutros acordos firmados entre os países da região — têm algum sentido para além da mera formulação retórica, penso que Mercosul e Unasul agiram corretamente ao suspender o Paraguai, ora sob mal dissimulado regime de exceção.
Aliás, somente negam essa cristalina realidade aqueles que — à beira do risível, tão frágeis, inconsistentes e mesmo absurdos os argumentos — insistem em analisar a situação, de forma facciosa, como mera contenda ideológica e não como um problema a ser enfrentado em perspectiva político-jurídico-institucional.
Vale dizer, é a mera e chã rixa ideológica, quando não os interesses obscuros e inconfessáveis de sempre, que conduz a posicionamentos do tipo "se não gosto de governos de esquerda, de tudo devo fazer para justificar golpes da direita", e vice-versa.
Se algum desafio adicional à lógica e à razão se põe — provavelmente em contraponto, mas sob a mesma inspiração do sectarismo ideológico —, consiste, isso sim, na imediatamente subseqüente admissão ao Mercosul da Venezuela, há tempos igualmente submetida a indisfarçável ditadura, a que agora se ombreia o Paraguai na categoria das, digamos, 'democracias de aparência' da América do Sul.
Assim, suspender um e admitir outro país, praticamente ao mesmo tempo e com evidentes conexões recíprocas no âmbito do Mercosul, constitui o mais incoerente e mesmo ridículo — e, por isso mesmo, desmoralizante — conjunto de contraditórias medidas já adotadas pelo bloco.
Como se sabe, porém, razão, coerência e seriedade não são, nem de longe, os critérios que pautam fundamentalmente o comportamento da comunidade internacional, seja no centro, seja nestas franjas da civilização.
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